sábado, outubro 20, 2007

O Ministro da Educação e a doutrinação marxista.


Após longo e pioneiro trabalho promovido pela “Escola Sem Partido.org”, a grande imprensa parece começar dar atenção para o grave problema da doutrinação político-ideológica nas escolas brasileiras.

Ao analisar livros didáticos como “Nova História Crítica” e "Projeto Araribá, História Ensino Fundamental, 8”, artigos como os dos jornalistas Ali Kamel (O Globo de 18/09 e 02/10) e Reinaldo Azevedo (artigo no seu blog em 02/10) põem diretamente o dedo na ferida do cancro que tomou conta de grande parte do ensino brasileiro.

A doutrinação esquerdista nas escolas não é nova. Entretanto, agora está institucionalizada como quase todas as falcatruas que vêm desse leviano, populista, medíocre e corrupto desgoverno petista. E, é claro que eles negam, minimizam, desconversam e ocultam. É a surrada técnica dos comunistas quando flagrados com a boca na botija.

O fato verdadeiro é que as teorias do pai do totalitarismo perfeito, Antonio Gramsci, estão em pleno uso e tem suporte oficial, apesar da enorme cara de pau do fedelho que ocupa atualmente o posto de titular no MEC.

O advogado Miguel Nagib, coordenador do “Escola Sem Partido", foi muito delicado ao comentar a entrevista (não deixe de ler) do petista Fernando Haddad, o nosso ministro da deseducação, sobre o assunto (publicado nas páginas amarelas da Veja do dia 17 último).
Os comentários do senhor Nagib são precisos. Indica ele, ainda, uma ótima sugestão de como acabar com essa prática covarde e imoral que é a doutrinação ideológica de crianças e jovens:
“Se o Ministro da Educação estiver realmente disposto a acabar com a doutrinação ideológica nas escolas – e ele tem obrigação de fazer isto –, basta afixar em cada sala de aula do país um cartaz com a relação aos reais deveres dos professores.
Explico:
Ao lado da liberdade de ensinar está a liberdade de aprender, ambas asseguradas pelo art. 206 da Constituição Federal.
A doutrinação político-ideológica em sala de aula constitui claro abuso da liberdade de ensinar; abuso que implica o cerceamento da correspondente liberdade de aprender, já que, numa de suas vertentes, essa liberdade compreende o direito do estudante de não ser doutrinado. Ora, só um estudante consciente dos seus direitos e conhecedor dos deveres dos professores poderá defender-se contra a ação abusiva de professores militantes.
Aos direitos compreendidos na liberdade de aprender do estudante correspondem, entre outros, os seguintes deveres do professor:




  • O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-ideológica.


  • O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.


  • O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula.


  • O professor não incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.


  • Ao abordar temas controvertidos, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as diversas versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.


  • O professor deve conhecer os argumentos e teorias de que discorda tão bem quanto aqueles em que acredita, a fim de poder apresentá-los como o faria se fosse seu defensor.


  • O professor não promoverá em sala de aula debates preordenados a corroborar a "verdade" ou a "superioridade" de determinada corrente política ou ideológica.


  • O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários “.



E ainda comenta: ”A esquerda que seqüestrou a educação brasileira não é velha nem nova: é a esquerda de sempre, aquela para a qual os fins justificam os meios. Portanto, para eles, não é errado abusar da inexperiência, da imaturidade e da falta de conhecimento de um jovem para fazê-lo empunhar as bandeiras da sua causa.

Não há como não concordar em gênero, número e grau com os comentários do advogado Miguel Nagib. Leiam abaixo, ainda, o artigo do jornalista Reinaldo Azevedo sobre o mesmo tema: “Esquerdopata, esquerdocínica ou esquerdiota? Ou os três?”.

"O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou, nesta terça, de uma solenidade no Ministério da Saúde. À saída, indagado pelos repórteres sobre a manipulação ideológica dos livros didáticos, que vem sendo apontada pelo jornalista Ali Kamel, respondeu: “Não é uma opinião generalizada. O programa livro didático é muito elogiado; tem sido aperfeiçoado ao longo dos anos, e nós temos que respeitar a pluralidade de opiniões, né?” E emendou: “O MEC não professa ideologias. O MEC é guardião da liberdade e vai continuar sendo guardião da liberdade...” E achou que sua contribuição ao equívoco ainda era pequena, daí ter optado pelo complemento: “O Ministério da Educação só compra livros que são escolhidos pelos professores. Então, tem três soluções: manter a liberdade, censurar os livros ou trocar os professores. Eu fico com a primeira.”

Há várias coisas somadas aí. A menos grave, acreditem, é a apologia da ignorância em nome da pluralidade e da democracia. Leiam o texto de Kamel. Além da empulhação ideológica, há também o erro estúpido.

O ministro que tem “Haddad” no sobrenome acredita ser mera questão de liberdade de opinião afirmar, por exemplo, que a Arábia Saudita é um país xiita ou que os xiitas são mais “radicais” do que, por exemplo, os sunitas da Al Qaeda.

Mas vamos à questão que é mais grave. A estupidez esquerdopata, esquerdocínica e esquerdiota afirma que democracia se resume à vontade da maioria — vale a “democracia hitlerista”, por exemplo; ou “democracia mussolínica”; ou, por que não? chavista? Vejam lá: porque os professores escolheram (falarei já desse método), para ele, parece bem. Pergunta simples e direta? E se escolherem um livro fascista? Pode? Ou, sob certas circunstâncias, a “vontade da maioria” seria coibida em nome de outro valor, e o nosso homem não veria mal nenhum em “censurar" os professores? Aliás, não precisaria muito: um livro didático que apontasse o petismo não como a solução dos problemas — como faz aquele analisado por Kamel —, mas como um criador de casos teria alguma chance de ser adotado?

Democracia supõe instituições duradouras e um estado que, ao menos, se esforce para ser neutro. É próprio do regime que seja vincado por este ou por aquele partido que está no poder, já que se distinguem as políticas públicas. Mas esse vinco há de ser de superfície. Não se concebe que, em nome da vontade da maioria, se possa ensinar uma mentira. Leiam isto: “Em 1º de janeiro de 2003, o governo federal apresentou o programa Fome Zero. Segundo dados do IBGE, 54 milhões de brasileiros vivem em estado de pobreza. Em nenhum país do planeta existem tantos pobres vivendo entre pessoas tão ricas”.

Não temos aí uma mera questão de opinião. Temos uma fraude. Ou ainda: “Por que, apesar de tantos avanços tecnológicos, pessoas continuam morrendo de fome? É possível mudar essa situação? Os revolucionários russos de 1917 acreditavam que sim. Seguros de que o capitalismo era o responsável pela pobreza, eles fizeram a primeira revolução socialista da história. Depois disso, o mundo nunca mais seria o mesmo. Hoje, passado quase um século, o capitalismo retornou à Rússia, e a União Soviética, que nasceu da Revolução Russa de 1917, não existe mais. Valeu a pena? É difícil responder. Mas como dizia um membro daquela geração de revolucionários, é preciso acreditar nos sonhos.”

Viram só? Os revolucionários socialista eram, assim, uma espécie de antecipação de Betinho, eventualmente um pouco mais sanguinários.

Nota: as duas maiores fomes da história foram impostas ao “povo” por revolucionários socialistas: por Stálin, com a coletivização forçada da agricultura, e por Mao Tse-Tung, com seu “Grande Salto Para a Frente”.

A afirmação, pois, é uma picaretagem, uma falsificação histórica, uma mistificação ideológica. Mas Haddad, o “democrata”, acredita que é preciso ficar atento à opinião do que ele pretende seja uma maioria. E acusar de censor quem aponta a fraude. Não é por acaso que, nas universidades federais que estão sob o seu comando, a mistificação também corra solta. Já demonstrei aqui o que andam fazendo com os vestibulares nessas instituições. Trata-se de testes ideológicos. Já disse: sou eu só aqui, de bermuda e chinelo. Já passou da hora de o jornalismo investigar como é feita a seleção desses livros:- quem os envia aos professores?- Há uma pré-seleção?- as editoras fazem seu lobby nas escolas e aguardam a resposta dos professores?- quem é o encarregado, no ministério, de ouvir os professores?- participa quem quer?- quando e em quais casos um livro pode ser retirado do programa?

Questão de fundo. Sim, é preciso voltar às teorias do pai do totalitarismo perfeito, Antonio Gramsci, aquele segundo quem as verdades do “partido” deveriam se consolidar como um “imperativo categórico”, um “laicismo moderno”. Isso está em curso. Os professores saem da universidade com os miolos entupidos de submarxismo — no caso das lojinhas disfarçadas de faculdade, sustentadas pelo ProUni, nem isso — e depois vão escolher livros, comprados pelo estado, que serão distribuídos aos estudantes. Os professores-autores, por sua vez, repetem as mesmas falsidades que lhes foram sopradas aos ouvidos no curso de graduação. E o ciclo se fecha. E depois nos espantamos todos que a escola brasileira seja tão ruim.

Haddad, à diferença do que diz, não está “mantendo a liberdade”. Está é estimulando a indústria da ignorância e da mistificação ideológica. Compreendo: ele é parte disso e só por isso é ministro da Educação. É um dos esbirros de um projeto de poder. A pluralidade em nome da qual ele fala é discurso único: de esquerda.

Para finalizar, um comentário genial de uma leitora do Reinaldo:
“À sua pergunta no título do post (Esquerdopata, esquerdocínica ou esquerdiota? Ou os três?) a resposta é indubitavelmente a segunda: aplicam-se SEMPRE as três adjetivações. São qualificativos perfeitos para esse tipo de animal que se proliferou em razão do ímpeto reprodutivo daqueles que são alimentados peles tetas do Estado e pela corrupção”.

2 comentários:

Star disse...

Free, parabéns pela insistência e dedicação em desmascarar um sistema de ensino que esta deformando as mentes de
nossas crianças e adolescentes.

A função da escola é ensinar os alunos a pesquisar, analisar as informações e tirar suas próprias conclusões. Oferecer opiniões e soluções prontas é sempre pernicioso, transforma o aluno num espectador, incapaz de compreender as informações recebidas.

É o que esta acontecendo de mais grave nas nossas escolas, sem o incentivo da pesquisa, da descoberta, o aluno aceita sem questionar as informações que lhe são fornecidas, quando ele as compreende.

Ele é incapaz de pensar e concluir por si mesmo, jamais será um cidadão e um profissional capaz.

Saramar disse...

Free, perfeito seu texto, como sempre.
Creio que esta será a luta mais difícil de ser lutada.
Os educadores, como o texto explicou, estão completamente idiotizados pela formação esquerdista que tiveram.
É um círculo vicioso como explicou Reinaldo.
Como sair dele será batalha para mais de uma geração, dificultada pela esquerda no poder.
Entretanto, os verdadeiros mestres não desistem, não se cansam, como é o caso da Escola sem Partido.
Obrigada pela privilégio de aprender sempre com você.

beijos