segunda-feira, julho 20, 2009

"Nóis" e o Brasil de hoje.



No Brasil de hoje não é mais o mérito que determina o valor das pessoas, mas a sua ideologia, a sua cor, a sua raça. Falar bem o idioma é motivo de piada. Ser elite é quase uma maldição. Música de sucesso é aquela que for mais escatológica. O homem honesto aparece na televisão como se fosse algo inédito. Roubar é normal. Bala perdida é normal. Corrupção é normal.

Vivemos uma inversão de valores sem precedentes e é contra esse estado de coisas que devemos gritar.

O "nóis" descrito aqui não é apenas a primeira pessoa do plural. Não é o termo que desígna um grupo de pessoas unidas pelo mesmo ideal, o mesmo objetivo. O "nóis" usado aqui não é aquele curioso jeito de falar do matuto, inocente e representativo de uma cultura.
É o resultado de um longo processo de incompetência educacional, indigência cultural e desfaçatez política. Escapa dos domínios do informal para invadir o formal. Traz consigo atitudes, valores e convicções rasas. Abriga o pior do popular. É aquele que vulgariza, diminui e empobrece. É o "nois"transformado em ferramenta ideológica, em ícone de luta de classes, em padrão de dignidade. Não é o "nóis" humilde. É o "nóis" burro. O "nóis" que revela a verdadeira miséria do Brasil: a intelectual.

Esta é a mensagem resumida do livro "Nóis... qui invertemo as coisa" da Editora Anadarco e de autoria de Luciano Pires.
Ainda não lí o livro, mas só pelo resumo resolvi promovê-lo. Neste país onde os quadrúpedes estão dominando a cena política, nada mais justo que enaltecer as resistências. É uma questão de sobrevivência dos que acreditam na meritocracia, dos que acreditam e lutam por um país decente. É preciso varrer essa ralé de analfabetos e parasitas para onde eles pertencem: o esgoto.

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