quinta-feira, outubro 19, 2006

O preço da covardia será a derrota.


Há dez dias do segundo turno, as pesquisas indicam uma ampliação da vantagem de Lula sobre Alckmin. Por mais que acreditemos que o resultado possa ainda ser revertido, os números não podem ser desprezados.
Apesar do governador ter sobrepujado o seu oponente no primeiro debate, desde então, parece estar patinando por não conseguir responder adequadamente as medíocres pirotecnias eleitoreras do PT.
A falta de convicção sobre os benefícios da privatização parece ser a principal causa da postura defensiva de Alckmin.
Não é possível que tarimbados profissionais de comunicação não enxerguem isso!
Negar privatizações que não se pretente fazer é o óbvio. Principalmente, durante um confronto ideológico e num país que ainda abriga enorme casta de privilegiados burocratas. Mas, não aproveitar a oportunidade para enfatizar os efetivos benefícios já experimentados pelo Brasil, parece covardia eleitoral, além de extrema burrice.
Afastar o Estado da gestão de empresas pela carência de investimentos; pela administração deficiente e, principalmente, pela eliminação da manipulação política, está mais do que provado que é altamente benéfico para qualquer sociedade. Temos exemplos significativos! Basta ver o que eram e o que são hoje as siderúrgicas privatizadas, a Vale do Rio Doce e o sistema de telefonia, tanto em termos de benefícios ao mercado, quanto em qualidade patrimonial das empresas e dos próprios empregados.
Além disso, não estão sendo devidamente valorizadas as iniciativas históricas como a Lei de Responsabilidade Fiscal, o fim da inflação e, ineditamente, a redução de impostos iniciada por Alckmim em S. Paulo! PSDB e PFL parecem menosprezar tudo isso! A campanha parece, agora, querer tirar leite de pedra do já ultra-explorado dossiê Vedoin. E está eivada de generalidades que só cansam o eleitor.
E...não temos escolha, Alckmin pode não ser o candidato ideal, mas é um milhão de vezes melhor do que Lula.
Para mudar a opinião de eleitores semi-analfabetos ligados ao apedeuta, mesmo que só por singela afinidade de origem, é preciso motivação; paixão; mostrar que além de cabra-macho, pode administrar o Brasil beneficiando a população muito mais que as demagógicas bolsas-esmola! É preciso dizer que essa corja do PT pretende realmente manter e ampliar esse tipo de programa assistencial muito mais para manter os seus "currais eleitorais" do que para ajudar o povo! Ajudar o povo é criar empregos, é diminuir a carga tributária, é por bandido na cadeia, é prover o País de boas estradas, ferrovias e demais obras de infra-estrutura! Parece incrível que Alckmim não explore isso!
Infelizmente, isso parece refletir a falta de convicção do governador.
É verdade que não há partido político liberal no Brasil. Uns poucos membros do PFL são liberais, o resto, como a grande maioria da nossa classe política são oportunistas...O PSDB, então, são ainda socialistas (alguns até arrependidos), outros pseudo-liberais envergonhados ainda influenciados pela maciça e falaciosa propaganda da esquerda. Entretanto, por não serem sindicalistas tacanhos e analfabetos, aprenderam com a História e com a prática que, o que funciona, de verdade, quando se deseja eficácia na administração pública é a aplicação dos conceitos liberais.
Além disso, há outros fatos, mais prosaicos, digamos, que certamente influenciariam o eleitor. Segundo o Joelmir Beting, "em pouco mais de 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens pelo mundo. Ou mais de duas por mês. Sem contar, as até aqui, 286 viagens pelo Brasil. Até dia 06 de junho de 2.006, ele completou 397 dias fora do país, desde a posse. E pelo Brasil, no mesmo período, 617 dias fora de Brasília. Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: exatos 1.014 dias fora do Palácio, em exatos 1.230 dias de presidência. Equivale a 82,5% do seu mandato fora do seu gabinete. Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto. Governar ou despachar, nem pensar. O presidente não é, e nem nunca foi, chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Além disso, a enorme evolução do custo da presidencia da república promovida pelo PT. Dados comparativos indicam que o presidente-operário custa muito mais que as principais monarquias do mundo!
O governador está perdendo uma oportunidade histórica e, com ele os brasileiros decentes, de livrar o Brasil dessa quadrilha de sindicalistas imorais e incapazes que poderão arrastar o Brasil para o fundo do poço das nações.

4 comentários:

Santa disse...

Freeman querido

Este é mais um aviso do que um comentário. Peço desculpas se não visito meus amigos na medida que gostaria. É que infelizmente o problema da minha mão direita retrocedeu. Voltei às sessões de fisioterapia (+ 15). Consigo visitar um a três blogs por dia e tenho que interromper. Isso não impede que leia os blogs. Por outra, só não fechei o blog da santa ainda é porque minha indignação é maior do que a dor física. Bjs. E um Bom domingo!

*excelente artigo!

Luís Ricardo disse...

No assunto "privatização", parece faltar ao PSDB a visão que os votos dos funcionários da Petrobrás, dos Correios, da Caixa e do BB já estão perdidos. Aqueles que acreditam nesse risco e o temem não vão trocar o certo (o Lula estatista) pelo duvidoso, por mais que Alckmin negue. Não adianta desmentir. É preciso reverter os votos dos que engolem a conversa que é a venda do "patrimônio do povo", mostrando as vantagens da privatização (até caberia, nesse caso, uma afirmação que não se vê vantagem em privatizar ESTAS empresas, seria mais convincente àquele público-alvo já citado).
Quanto ao bolsa-família, não adianta só dizer que vai manter. A veerdade é que hoje em dia poucos acreditam em promessa de campanha. Acham que é tudo mentira. Por isso a reeleição é perigosa, porque é mais fácil acreditar em quem "já está fazendo". Seria melhor (pelo menos do ponto de vista moral, nem sempre igual ao eleitoral) lançar um debate na linha "você prefere receber ajuda do governo ou que o governo arrume trabalho? Favor ou dignidade?" A maioria das pessoas simples prefere trabalhar pelo pão de cada dia. Sente vergonha de receber de graça. Dizer "Vou manter, mas vou trabalhar para que você um dia não precise mais!" talvez surtisse efeito, por ir contra a subserviência que Lula alimenta. Mas falta confiança na dignidade do povo.

Saramar disse...

Freeman, boa noite.
Parece-me que o Alckmin está totalmente sozinho nesta guerra. O PSDB está morto? Ou terá finalmente se entregado ao lulo-petismo, como dizem por aí?
Nada explica a pasmaceira depois do primeiro debate.
Sobre isso e sobre o terror que a oposição (?) tem de falar em privatizações e esclarecer o que significaram para o país, postei ontem, muito emocionalmente.

beijos e boa semana para você.

Anônimo disse...

olá Vejam:

A mídia e as eleições de 2006 será o tema do próximo “Debates Carta Maior”, a ser realizado nesta próxima quinta-feira, 26 de outubro. O evento acontece no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, às 19:00 horas, e será aberto ao público. Estão confirmadas as participações de Raimundo Pereira, colaborador da revista Carta Capital, Luiz Nassif, comentarista econômico da TV Cultura, Bernardo Kucinski, editor associado da Carta Maior, e Paulo Henrique Amorim, editor do blog Conversa Afiada . A mediação será feita pelo editor da Carta Maior, Flávio Aguiar. A TV Carta Maior (www.tvcartamaior.com.br) fará a transmissão do evento ao vivo.