quarta-feira, março 08, 2006

O Grande Engodo!


“O Estado Assistencial é grande ficção onde todos procuram viver à custa dos demais”.

A frase foi expressa por Claude Frederic Bastiat, com incrível clarividência. Este economista político francês antecipou em um século a triste realidade atual: o engodo monstruoso, essa falácia das sociedades modernas que é o Estado Onipresente e a sua versão econômica, o Estado Assistencial.
Em nosso País, por causa da formação histórica, pelo baixo nível educacional, e a predominância do populismo como ferramenta política, os dirigentes do Estado, encontram pouca resistência à ampliação de seus poderes e privilégios. Desde 1930 vêm avançando sobre os cidadãos. E nos últimos 30 anos, a interferência estatal na vida da Sociedade atingiu níveis jamais imaginados por qualquer Nação considerada Livre.

Raras têm sido as vozes de protesto. A sociedade como um todo ainda não se apercebeu de que, como um gigantesco rodamoinho, à máquina estatal vem tragando parcelas crescentes da renda gerada pelos indivíduos e pelas empresas e expandindo sua influência e controle em número crescente de atividades totalmente diversas das suas verdadeiras atribuições.
As funções básicas do Estado continuam sistematicamente relegadas a segundo plano e, apesar de toda retórica, prevalecem as atitudes escusas do caciquismo, da barganha política a da ampliação do poder.
O controle do Estado pela Sociedade conta com obstáculos impressionantes. Mesmo as Instituições encarregadas de fazê-lo: os Tribunais de Contas e o Poder Judiciário têm sido, via de regra, totalmente submissas ao Executivo! Além desses, o Legislativo, que deveria representar a Sociedade, a ânsia dos seus membros pela barganha política, manipula, em nome de um falso “interesse coletivo”, uma infinidade de pseudoleis ampliando a interferência na liberdade dos cidadãos. E tudo sob a áurea despersonalizada, teoricamente neutra e justa dessa entidade abstrata chamada Estado!

“Não há almoço grátis”, ou NEAG, P, acrônimo, em português, criado pelo Nemerson Lavoura, do ótimo blog “Resistência”, citando a famosa frase de Milton Friedman.
Não há MESMO! Só bobalhões e analfabetos acreditam ainda nos chavões mentirosos e desgastados da esquerda jurássica.
Pagamos por TUDO! E pagamos mais caro, por causa da enorme ineficiência e corrupção reinantes no Estado brasileiro! Ao invés da Sociedade se beneficiar pelo seu esforço e trabalho, beneficiam-se os políticos parasitas e seus amigos apaniguados.

Repito aqui o que já escrevi outras vezes, citando o professor Hazllit, que já dizia isso nos anos 60: políticos e burocratas desvirtuam até a terminologia econômica para influenciar e convencer a sociedade a aumentar o poder do Estado, isto é, deles! Insistiram eles que os bens e serviços fornecidos pelo governo constituem o “setor público” da economia. E que os bens e serviços fornecidos por indivíduos ou empresas privadas constituem o “setor privado” da economia. Ora, isso na verdade é um grande triunfo semântico, visto que a palavra “privado” tem a conotação de pessoal, particular, exclusivista; ao passo que “público” sugere: compartilhado, coletivo, democrático. Na verdade o que se chama aqui de “privado” é o setor voluntário da economia, ao passo que “público” é de fato o setor coercitivo (pois foi criado por meio da renda tirada da sociedade na forma de impostos) e como o segundo vive e cresce em função do primeiro chegamos à essência do Estado Assistencial.

Todos, individualmente, sentimos que o Estado na atual abrangência de funções (quase todas auto-outorgadas) é contra a natureza humana, é prejudicial à essência da civilidade que é a liberdade individual! E apesar de sermos aptos a defender nossos interesses pessoais, e a reconhecer a necessidade de liberdade, portamo-nos passivamente ante a necessidade de salvaguardar o interesse coletivo que é a preservação da liberdade individual.
O desvirtuamento das atividades do Estado ao longo dos anos e, as suas interferências na vida dos cidadãos foram fortemente ajudadas por essa indiferença! Parece incrível que tão pequeno número de pessoas se dê conta do destino do homem, como ser livre, no grande cenário da Humanidade.
E, na prática, se mudanças substanciais não forem feitas no sentido de reconduzir o Estado a um tamanho apropriado às suas funções constitucionais, chegaremos fatalmente ao dia em que, além de perder a maior parte de nossa renda, o que não for proibido aos cidadãos, será compulsório.

Este artigo foi publicado originalmente em Julho de 1985. Está resumido.
A foto é outro surrealista (como nossos governos) de Jacek Yerka.

7 comentários:

ex-petista disse...

Freeman, fiz uma singela homenagem e uma mau cheirosa constatação lá no meu blog.

Nemerson Lavoura disse...

Como não poderia deixar de ser, concordo em gênero, número e grau, Freeman. E obrigado pela citação elogiosa.
Um grande abraço.

Fernandes disse...

Atual, aliás, cada vez mais. É só entrar numa repartição pública para saber quem é que manda. Quanto mais sobe na nomenklatura, então, maior é o poder exercido contra a nação. E gastam fábulas de recursos em propaganda. Abraço.

Star disse...

Free,

Não só os pobres e analfabetos acreditam nesse engodo vermelho, a mídia e intelectuais e formadores de opinião propagam essa mentira. Nós pagamos por tudo, nós pagamos impostos caríssimos, o dinheiro usado pelo governo é nosso, cada pão, cada grão de arroz que consumimos, pagamos e muito para termos saúde, estradas, educação, moradia, empregos, mas os pobres não enchergam isso e os que poderiam mostrar pra eles, escondem.

Boa semana,

Beijo

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