domingo, dezembro 24, 2006

Uma reflexão de Natal...




Natal,
Natal Cristão.
Se, por um momento,
pudéssemos nos apartar do cotidiano,
dessa distorção maluca
que se tornou a comemoração,
reconheceríamos que o Natal é um tempo de reflexão,
de mudança, de oração íntima, qualquer que esta seja, de introspecção verdadeira.
Lembraremos que o Mundo já era injusto no tempo de Cristo e que, vinte séculos depois,
ainda o é, embora numa roupagem futurista...
Pela iniciativa e descortino de uns poucos, nas ciências, a humanidade evoluiu.
Talvez...
Mas, o individuo,
o ser humano, a grande massa humana continua medíocre,
tacanha, sem largueza de alma,
como
no tempo de Cristo.
Não aprenderam
os ensinamentos fundamentais,
entre os quais, o “livre arbítrio”.
Talvez, o mais importante deles.
A faculdade de decidir por si, de guiar-se, comandar seus próprios atos, ser autêntico, espontâneo, seguir sua vontade, restrito apenas por normas gerais de conduta.
Pobre ser...
É prisioneiro da sua própria ignorância,
causada, na maioria das vezes, pela preguiça, pela falta de vontade própria de evoluir.
O pior cárcere, não é o que aprisiona o corpo. É o que limita a mente e asfixia a alma...

quinta-feira, dezembro 14, 2006

A quem beneficia essa sociedade de órfãos?








À primeira vista e, independentemente do nosso status social, sempre nos parece louvável o estabelecimento de programas de combate à pobreza e à miséria. Infelizmente, a nossa louvação é um grande engano causado, via de regra, pela nossa natural compaixão.

A experiência mundial tem ensinado que os resultados alcançados por programas dessa natureza, instituídos e administrados pelos governos, estão muito longe de alcançar qualquer coisa parecida com os objetivos originais dos idealistas que os vislumbraram. E aqui não estamos especificando a vergonhosa característica brasileira da endêmica corrupção oficial.

O tema, que é de predileção de qualquer político, precisa ser avaliado desapaixonadamente.
Nele, três pontos são essenciais e comuns ao bom senso, além de amparados por uma longa experiência histórica.

O primeiro, relativo a natureza humana, nos ensina que a pobreza só é eliminada, efetivamente, quando as pessoas ajudam a si próprias.

O segundo ponto, aparentemente óbvio, e de contexto macroeconômico, nos ensina que a efetiva eliminação dos bolsões de miséria requer e pressupõe ambientes prósperos e de oferta de bens abundante.

E o terceiro, fruto dos exemplos mundiais, já conclui inúmeras vezes que: nenhum programa governamental eliminou, até hoje, a pobreza.

Com relação ao primeiro aspecto - que certamente merece uma análise específica das motivações do comportamento humano – o bom senso nos indica que o objetivo essencial de um programa antipobreza deveria ser a ênfase educacional e exaustiva para a auto-suficiência das pessoas! Devemos lembrar aqui, uma magnífica frase de Roosevelt perante o Congresso americano, há mais de 60 anos: “A dependência continuada de ajuda induz a uma desintegração moral e espiritual do cidadão e fundamentalmente destrutiva da fibra da Nação...”

O segundo aspecto, fruto da avaliação macroeconômica, nos indica que, quanto mais bens forem produzidos, maiores serão as chances de estendê-los a todos.
Para isso é fundamental o ambiente destinado à criação de empresas e empreendedores... Aliás, esta era uma das principais recomendações do veterano professor John Due, da Universidade de Berkeley, há mais de vinte anos, ao estudar e avaliar a estrutura fiscal dos países em desenvolvimento com o objetivo de propor medidas de combate à pobreza.
A outra recomendação referia-se a taxa de poupança que permitisse uma rápida formação de capital. Desta forma, uma excessiva carga tributária aos setores produtivos da sociedade, como há muito ocorre no Brasil, certamente trás duas conseqüências antagônicas às já antigas recomendações: primeiro, o desestímulo ao ambiente empresarial; e, segundo, a redução da poupança disponível.
Para comprovar essas teses, além dos nossos demagógicos e fracassados exemplos, vamos nos ater ao que ocorreu nos países considerados desenvolvidos:
Nos últimos trinta anos, economia européia, de um modo geral praticante de um generoso sistema assistencial e protetor, manteve uma taxa de desemprego de, pelo menos, o dobro da taxa americana, cuja sociedade vive num ambiente mais livre e com menos interferência governamental. Da mesma forma, a evolução do crescimento dessas nações é amplamente favorável aos E.U.

Isso nos leva a concluir que consciência e preocupação social não são suficientes para produzir “justiça” econômica ou “social”, se quisermos usar o termo predileto dos políticos socialistas. Esta só é alcançada com oportunidade de trabalho e produção. E estes só florescerão se houver ambiente propício para isso.
Sem o surgimento de novos empreendimentos, e sem o fortalecimento das empresas existentes, não haverá crescimento real e conseqüentemente progresso real dos indivíduos.
O que haverá, isto sim, com crescente transferência de recursos do setor produtivo para a burocracia governamental, é o nivelamento por baixo de todos, e a socialização da ineficiência e da miséria!

O terceiro e último aspecto refere-se à administração desses programas pelos governos. Para ficarmos com exemplos estatísticos sérios, vamos citar o que nos dizem dois conhecidos órgãos internacionais:
O Banco Mundial, em mais de um relatório, chegou à amarga conclusão de que apenas uma média de 19% dos recursos originalmente aprovados e destinados a programas sociais chegam aos destinatários!
Já há muitos anos, a Human Events publicou, com o sugestivo título “Para onde vão os bilhões destinados à ajuda”, um estudo de Staton Evans que nos revela dados incríveis, e que ocorreu no próprio Estados Unidos quando políticos, sob a influencia mundial socializante, tentaram implantar um desses programas. Diz ele que entre 1965 – quando se iniciou o chamado programa da “Grande Sociedade” – e 1978 os governos federal, estaduais e as administrações municipais americanas elevaram de 77 para 394 bilhões de dólares os recursos destinados a beneficiar os pobres. Pois bem, isso significou uma elevação de 411% (em dólar) dos recursos, mas o número de pobres no país – segundo as próprias estatísticas oficiais – manteve-se constante, em torno de 2,5 milhões de pessoas!

O fato concreto é que, sob alegação de proteger os pobres, a maior parcela dos recursos acaba sendo destinada ao pagamento da burocracia, dos “assessores”, dos “consultores” e de toda a parafernália política que envolve tais programas. E isto, sem mencionarmos a avassaladora corrupção brasileira.

Os beneficiários, na verdade, são sempre a estrutura político-burocrata que visa em primeiro lugar a ampliação dos seus poderes e sua interferência na vida da sociedade.

A conclusão realista é que os pobres representam um “grande negócio” para a casta de políticos e burocratas que manipulam, sob a égide do Estado - pretensamente neutro e justo - as incríveis somas confiscadas do setor produtivo.

Se isso já ocorreu no mundo desenvolvido, o
que esperar de um País cujos políticos, apesar de saberem disso tudo, insistem nesse desatino malcheiroso?

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Tributo a Milton Friedman



“Não existe almoço grátis” – Milton Friedman (1912-2006)


Faz pouco tempo morreu Milton Friedman, prêmio Nobel de Economia e grande defensor da liberdade.
Num mundo impregnado pela crescente e devastadora intervenção do Estado em quase todos os setores da atividade humana, ele vai fazer muita falta! Na nossa terra de tupiniquins estatizantes, botocudos iletrados, sindicalistas vagabundos e sedentos por cargos públicos, a sua doutrina era mal conhecida, mal vista e mal interpretada.

Mas Friedman desde cedo teve a capacidade de discernir e admirar a grandiosa lógica de “A Riqueza das Nações”, obra fundamental de Adam Smith, especialmente quando o pai da ciência econômica moderna declarou: “Ao perseguir seus próprios interesses, o indivíduo, em geral, promove os da sociedade de um modo mais efetivo do que quando os governos prometem fazê-lo”.

Friedman teve a coragem de defender a importância da estabilidade da moeda, no apogeu das teorias keynesianas, logo após a Segunda Guerra Mundial. Para fazer valer suas teses levou, com suas pesquisas arrojadas, a ciência econômica para o campo dos estudos históricos e empíricos.

Com o livro: “Capitalismo e Liberdade” (University of Chicago Press, 1962), hoje um clássico, desmontou a teoria keynesiana”, defendida pelo “dandy” John Maynard Keynes, que, com sua “Teoria Geral do emprego, do juro e da moeda” levou a Inglaterra (e muitos países que entraram na onda da crescente ingerência governamental na economia) ao desemprego, à imobilidade econômica e à inflação.
Na sua “contra-revolução”, à frente da Escola de Chicago, onde lecionou por mais de 30 anos, o monetarista observou que a provisão de dinheiro era o “fator central de controle no processo de desenvolvimento econômico”. Para ele, as “variações da atividade econômica não se explicam pelas variações de investimentos, mas pelas variações da oferta da moeda”. Para Friedman, as intervenções do Estado na vida econômica de um país podem e devem ser substituídas pelo controle da evolução da massa da moeda em circulação. Quanto menos regulamentação do governo e a introdução de um sistema de auto-regulação dos agentes econômicos – melhor.

Milton Friedman era um homem de baixa estatura e incrivelmente modesto para o seu grau de conhecimento. Foi, entretanto, um analista vigoroso e um debatedor implacável. Na luta contra os postulados de Keynes, que pregava de um modo sedutor a intervenção do Estado por meio de uma política de gastos para fomentar o “pleno emprego”, assumiu uma posição ferozmente antagônica. Para o pai da Escola de Chicago, os gastos do Estado puniam os contribuintes ou eram inflacionários. “A inflação é sempre e em toda parte um fenômeno monetário” – afirmava. “Excesso de papel moeda pode significar escassez de mercadorias e aumento dos preços”. Vale dizer: muita pobreza ou miséria. Sábias palavras!

Na sua dialética, para dar a pancada final na cabeça do intervencionismo keynesiano, Friedman indagava sobre a origem do dinheiro para os gastos governamentais: "se a oferta da moeda permanece constante e o governo gasta dinheiro, alguém deve ter menos dinheiro para gastar. Se o governo toma dinheiro vendendo títulos do Tesouro ao público, elevando as taxas de juros, as empresas não têm condições de competir com o governo e tomar os empréstimos para investimentos."

Nos últimos anos, no combate pela liberdade econômica e política, tornou-se um inimigo frontal da crescente transferência do poder dos Estados e do sistema produtivo para o Estado federal e sua burocracia centralizadora, que, a pretexto de criar “igualdade e segurança”, se esmera no jogo de tirar recursos das forças produtivas para entregá-los às crescentes hordas de parasitas. Então, nas suas palestras e conferências, para deter o avanço incessante dos burocratas e seus projetos daninhos, passou a exigir da opinião pública em geral uma atitude de mudança em favor da maior confiança na iniciativa privada e da cooperação voluntária, como reação às propostas insolventes do coletivismo totalizador.

No plano político, para o mentor da Escola de Chicago a liberdade econômica é a condição básica para a liberdade política: “Ao permitir que as pessoas cooperem entre si, sem a coerção de um centro decisório, a liberdade econômica reduz a área sobre a qual se exerce o poder político. Além disso, ao descentralizar o poder econômico, o sistema de mercado compensa qualquer concentração do poder político que se possa produzir. A combinação, numa só mão, do poder político e econômico é a fórmula segura para se chegar à tirania”.

Ao ganhar o Prêmio Nobel de Economia, em 1976, John Kenneth Galbraith, um defensor do intervencionismo governamental, curvou-se e escreveu: “Ele foi talvez a mais influente figura econômica da segunda metade do século 20”.

Grande Friedman! Que Deus o tenha.



O artigo original é de Ipojuca Pontes, publicado hoje no Midia sem Máscara - foi editado pelo Freeman

domingo, novembro 26, 2006

Reforma do Judiciário? Não interessa!


Aparentemente é muito estranho opor-se a uma reforma do Poder Judiciário no Brasil. Entenda-se por reforma alterações na Constituição e nas leis ordinárias que venham a simplificar o sistema processual e a organização judiciária. Limitando-se a Babel de recursos e as instâncias processuais haveria uma celeridade maior na tramitação dos casos pelos tribunais. Haveria mais segurança jurídica. E, também importante, menos desperdício de dinheiro público. O Judiciário brasileiro é, como diz um velho e sábio professor de Direito, “uma tartaruga dopada em estado de coma”.
Mas a quem não interessa a reforma do Judiciário? Há três categorias de desinteressados: os governantes, os criminosos e os devedores relapsos. Como se sabe, os maiores “clientes” do Judiciário são a União, os estados, os municípios, as autarquias e as empresas públicas. Porque o Estado brasileiro é o maior violador dos direitos de seus cidadãos (até mesmo na Justiça do Trabalho o Estado é réu contumaz!). Com isso, provoca milhões de demandas judiciais. Se acontecer uma bem sucedida reforma do Judiciário, a conseqüência será uma avalanche de condenações contra o Estado. Por exemplo, nos dias de hoje, um contribuinte que tenha recolhido impostos a maior e venha a cobrar de volta o excesso, terá que peregrinar pelos tribunais por, no mínimo, 20 (vinte) anos. Fazendo com que esses processos contra o Estado tramitem mais rapidamente – o que não tem mistério, pois os casos em sua maioria são simples e repetitivos -, mais velozmente ele terá que desembolsar os valores das condenações. Além disso, diante de um Judiciário eficiente, o cidadão-vítima do Estado irá buscar seus direitos com mais freqüência. Ao Presidente da República, aos governadores, prefeitos e presidentes de autarquias e empresas públicas não interessa precipitar tal passivo judicial. Quanto mais lenta andar a Justiça, melhor para eles. A conta gerada pelos disparates administrativos fica assim transferida para o sucessor. Ou, melhor ainda, o cidadão simplesmente desiste de recorrer ao Judiciário e amarga o prejuízo.
Razões semelhantes movem os criminosos. A eles também não interessa um Judiciário célere. Varas criminais entupidas de processos e um sistema recursal arcaico e infindável é a maior garantia para a prescrição. Um bom exemplo de como o atual sistema beneficia os criminosos é o jornalista Pimenta Neves. Homicida confesso, condenado em primeiro grau, ele aguarda o julgamento do recurso em liberdade. Seu processo só entrará na pauta do Tribunal de Justiça em 2013.
Os devedores relapsos (privados) representam a última categoria que têm seus interesses atendidos pelo “status quo”. Para dar um exemplo de como o sistema é caótico, basta citar que uma simples ação de cobrança no estado de São Paulo toma, no mínimo, 10 (dez) anos. O réu, uma vez condenado pelo Tribunal de Justiça a pagar o que deve, pode ainda recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e até mesmo ao Supremo Tribunal Federal. Enquanto os recursos para Brasília não são julgados, o credor tem o direito de iniciar a execução provisória. O devedor relapso pode, entretanto, embargar a execução e agravar contra decisões do juiz da execução. O que era um único processo, uma banal ação de cobrança, então se converte em 5 (cinco) processos diferentes, tramitando simultaneamente em 3 instâncias! É o sonho de qualquer devedor relapso.
Há anos se fala em reforma do Judiciário no Brasil. A exemplo das malfadadas reformas tributária, previdenciária e trabalhista, ela não tem a menor perspectiva de se concretizar. Os malfeitores que têm interesse em manter o “status quo” conseguem se mobilizar com muito mais presteza contra os interesses da sociedade. A atitude dos criminosos e devedores relapsos é até compreensível. Eles estão no seu papel antagônico ao do bem comum. Mas assistir aos governantes opondo-se aos cidadãos, que lhes pagam para servi-los, é de um surrealismo inaceitável. Lamentavelmente, a força dessa trinca continuará a vencer a sociedade. Tanto em relação à reforma do Judiciário, quanto em relação às demais reformas.


Notas do Freeman:
1 - Após um mês em "coma político", o Freeman está de volta para azar da quadrilha dos petralhas e dos políticos sanguessugas do Bananão, .
2 - O ótimo e didático artigo é de Cândido Prunes, Vice- Presidente do Instituto Liberal.

domingo, outubro 29, 2006

58 milhões de cúmplices!


O Ali-Babá está reeleito.
Com ele 40 mil parasitas, apoiados por 58 milhões de cúmplices.
Esta é a fotografia do Brasil de hoje.
Não adianta reclamar! É o resultado definido por uma maioria que, de fato, não sabe o que faz. E a maior parte desses é analfabeta funcional. Uns vivem da esmola mínima. Outros, na escala média, acomodam-se no emprego público. Os poucos não analfabetos, mas ideologicamente retardados, mamam em grande escala. Todos nas tetas do Estado. Além disso, o que têm em comum é a desfaçatez de ignorar a podridão oficializada. Têm em comum a relatividade moral; a falta de caráter e o oportunismo como lema, pois muito provavelmente fariam a mesma coisa se estivessem no poder.
O presidente reflete, exatamente, o nível da população que o elegeu.
Como escreveu certa vez o jornalista Ronald de Carvalho:
Temos um presidente ignorante e boçal que sensibiliza o povo com a banalidade de suas tolices. (Boçal, mas mestre no populismo!)
O linguajar chulo e o primarismo da sua lógica são cantados como virtude! Glamurizou-se a estupidez. Festeja-se a estultice. E a esquerda obcecada pelo poder e sonhando com a perpetuidade, extorque o Estado.
Os políticos serão melhores quando as pessoas forem mais educadas. Os homens públicos sairão da lama no dia que o povo aprender a tomar banho e a não jogar lixo na rua.
Pobre Brasil!

quinta-feira, outubro 19, 2006

O preço da covardia será a derrota.


Há dez dias do segundo turno, as pesquisas indicam uma ampliação da vantagem de Lula sobre Alckmin. Por mais que acreditemos que o resultado possa ainda ser revertido, os números não podem ser desprezados.
Apesar do governador ter sobrepujado o seu oponente no primeiro debate, desde então, parece estar patinando por não conseguir responder adequadamente as medíocres pirotecnias eleitoreras do PT.
A falta de convicção sobre os benefícios da privatização parece ser a principal causa da postura defensiva de Alckmin.
Não é possível que tarimbados profissionais de comunicação não enxerguem isso!
Negar privatizações que não se pretente fazer é o óbvio. Principalmente, durante um confronto ideológico e num país que ainda abriga enorme casta de privilegiados burocratas. Mas, não aproveitar a oportunidade para enfatizar os efetivos benefícios já experimentados pelo Brasil, parece covardia eleitoral, além de extrema burrice.
Afastar o Estado da gestão de empresas pela carência de investimentos; pela administração deficiente e, principalmente, pela eliminação da manipulação política, está mais do que provado que é altamente benéfico para qualquer sociedade. Temos exemplos significativos! Basta ver o que eram e o que são hoje as siderúrgicas privatizadas, a Vale do Rio Doce e o sistema de telefonia, tanto em termos de benefícios ao mercado, quanto em qualidade patrimonial das empresas e dos próprios empregados.
Além disso, não estão sendo devidamente valorizadas as iniciativas históricas como a Lei de Responsabilidade Fiscal, o fim da inflação e, ineditamente, a redução de impostos iniciada por Alckmim em S. Paulo! PSDB e PFL parecem menosprezar tudo isso! A campanha parece, agora, querer tirar leite de pedra do já ultra-explorado dossiê Vedoin. E está eivada de generalidades que só cansam o eleitor.
E...não temos escolha, Alckmin pode não ser o candidato ideal, mas é um milhão de vezes melhor do que Lula.
Para mudar a opinião de eleitores semi-analfabetos ligados ao apedeuta, mesmo que só por singela afinidade de origem, é preciso motivação; paixão; mostrar que além de cabra-macho, pode administrar o Brasil beneficiando a população muito mais que as demagógicas bolsas-esmola! É preciso dizer que essa corja do PT pretende realmente manter e ampliar esse tipo de programa assistencial muito mais para manter os seus "currais eleitorais" do que para ajudar o povo! Ajudar o povo é criar empregos, é diminuir a carga tributária, é por bandido na cadeia, é prover o País de boas estradas, ferrovias e demais obras de infra-estrutura! Parece incrível que Alckmim não explore isso!
Infelizmente, isso parece refletir a falta de convicção do governador.
É verdade que não há partido político liberal no Brasil. Uns poucos membros do PFL são liberais, o resto, como a grande maioria da nossa classe política são oportunistas...O PSDB, então, são ainda socialistas (alguns até arrependidos), outros pseudo-liberais envergonhados ainda influenciados pela maciça e falaciosa propaganda da esquerda. Entretanto, por não serem sindicalistas tacanhos e analfabetos, aprenderam com a História e com a prática que, o que funciona, de verdade, quando se deseja eficácia na administração pública é a aplicação dos conceitos liberais.
Além disso, há outros fatos, mais prosaicos, digamos, que certamente influenciariam o eleitor. Segundo o Joelmir Beting, "em pouco mais de 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens pelo mundo. Ou mais de duas por mês. Sem contar, as até aqui, 286 viagens pelo Brasil. Até dia 06 de junho de 2.006, ele completou 397 dias fora do país, desde a posse. E pelo Brasil, no mesmo período, 617 dias fora de Brasília. Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: exatos 1.014 dias fora do Palácio, em exatos 1.230 dias de presidência. Equivale a 82,5% do seu mandato fora do seu gabinete. Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto. Governar ou despachar, nem pensar. O presidente não é, e nem nunca foi, chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Além disso, a enorme evolução do custo da presidencia da república promovida pelo PT. Dados comparativos indicam que o presidente-operário custa muito mais que as principais monarquias do mundo!
O governador está perdendo uma oportunidade histórica e, com ele os brasileiros decentes, de livrar o Brasil dessa quadrilha de sindicalistas imorais e incapazes que poderão arrastar o Brasil para o fundo do poço das nações.

terça-feira, outubro 17, 2006

Será possível que ninguém se toca?


Estamos vivendo um momento político delicadíssimo. A evolução do País conseguida a duras penas está ameaçada pelo projeto petista de poder. A agenda para melhorar o Brasil é um consenso entre grandes cientistas sociais. Vários prêmios Nobel concordam com os pontos essenciais de nossa reforma política e administrativa, único caminho para o País decolar. Mas, os despreparados sindicalistas e ex-comunas ignorantes têm um programa que nos levará a um retrocesso político trágico. Em pouco tempo, podemos ter a volta da inflação, o caos político e uma ruptura institucional - tudo na contramão da História. Eles prometem medidas que nos conduzirão fatalmente ao atrazo, pelo viés burro do socialismo degradado num populismo estatizante: o lulismo. Enquanto isso, os cidadãos que comeram e estudaram, intelectuais e artistas cultos, os que bebem nos bares e lêem jornal ficam quietos. O Brasil está sendo empurrado para o buraco e ninguém se toca? O que vai acontecer com esse populismo-voluntarista-estatizante é obvio, previsível, é 'be-a-bá' em ciência política. 'Sempre foi assim,' - se consolam os cúmplices da pseudo-intelectualidade festiva.
'Nunca antes', um partido montou um esquema secreto de assalto ao Estado, para fundar um 'outro Estado'. O ladrão tradicional roubava em causa própria e se escondia pelos cantos. Os ladrões desse governo roubam de testa erguida, como em uma 'ação revolucionária'. Fingem-se de democratas para sabotar e apodrecer a democracia por dentro.
Lula topa tudo para ser reeleito. Ele usa os bons resultados da conjuntura e as bases da economia, criadas anteriormente, para fingir que governou. Com cínico descaro, ousa dizer que 'estabilizou' a economia, quando o PT tudo fez para acabar com o Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra tudo que agora apregoa como atos seus.
Se eleito, as chamadas 'forças populares', que ocupam os 30 mil postos no Estado aparelhado, vão permanecer nas 'boquinhas', através de providências burocráticas de legitimação.
As Agências Reguladoras serão assassinadas. Os sinais estão claros, com várias delas abandonadas e com notícias de que o PMDB já quer diretorias.
O Banco Central perderá qualquer possibilidade de autonomia, como já rosnam os membros do 'Comitê Central' do lulismo. A era da estabilidade será queimada, velho desejo de Dirceu e seus camaradas.
Qualquer privatização será esquecida.
A reforma da Previdência 'não é necessária' - dizem eles -, pois os 'neoliberais exageram muito sobre sua crise', não havendo nenhum 'rombo' no orçamento.
A Lei de Responsabilidade Fiscal será aos poucos desmoralizada por medidas atenuantes.
Os gastos públicos aumentarão pois, como afirmam, 'as despesas de custeio não diminuirão para não prejudicar o funcionamento da máquina pública'. Nossa maior doença - o Estado canceroso - será ignorada.
Voltará a obsessão do 'Controle' sobre a mídia e a cultura, como aconteceu no início do primeiro tempo. Haverá, claro, a obstinada tentativa de desmanchar os escândalos do chamado 'mensalão', desde os dólares na cueca até a morte de Celso Daniel e Toninho do PT, como já insinuam, dizendo que são 'meias-verdades e mentiras, sobre supostos crimes sem comprovação...'.
Leis 'chatas' serão ignoradas, como Lula já faz com a lei que proíbe reforma agrária em terras invadidas ilegalmente, 'esquecendo-a' de propósito. Quanto ao MST, o governo quer mantê-los unidos e fiéis, como uma espécie de 'guarda pretoriana', a vanguarda revolucionária dos 'aiatolás petistas', caso a crise política se agrave. Não duvidem, eles serão os peões de Lula.
Outro dia, no debate, quando o Alckmin contestou Lula ao vivo, ouviu-se um 'ohhhh!....' escandalizado entre eleitores, como se o Alckmin tivesse cometido um sacrilégio. Alckmin apenas atacou a intocabilidade do operário 'puro' e tratou-o como um cidadão como nós, ignorando a aura de 'ungido de Deus' de Lula, que os fanáticos intelectuais lhe pespegaram.
Reagiram como diante de uma heresia, como se Alckmin tivesse negado a virgindade de Nossa Senhora ao lhe perguntar: 'De onde veio o dinheiro?' Agora, sem argumentos diante dos escândalos inegáveis, os lulistas só agem pela Fé.
Lula sempre se disse 'igual' a nós ou ao 'povo', mas sempre do alto de uma 'superioridade' , como se ele estivesse 'fora da política', como se a origem pobre e a ignorância lhe concedessem uma sabedoria maior.
Agressão é o silêncio cínico que ele mantém, desmoralizando as instituições pela defesa obstinada da mentira. Mas, os militantes imaginários que se acham 'amantes do povo' pensam que Lula não precisa dizer a verdade; basta parecer. Alguns até reconhecem os crimes, mas 'mesmo assim', votarão nele. Muitos têm medo de serem chamados de reacionários ou caretas.
Há também os 'latifundiários intelectuais': acadêmicos e pensadores se agarram em seus feudos e não ousam mudá-lo. Uns são benjaminianos, outros marxistas, outros hegelianos, gurus que justificam seus salários e status acadêmico e, por isso, não podem 'esquecer um pouco o que escreveram' para agir. Mudar é trair, para ortodoxos. Ninguém tem peito de admitir a evidência inevitável de que só um 'choque de capitalismo' destruiria nossa paralisia estatal, burocrática e patrimonialista, pois o mito da 'revolução sagrada' é muito forte entre nós. Os intelectuais dissimulados votarão em Lula de novo e dizem que 'sempre foi assim' porque, no duro, eles acham que o lulo-dirceuzismo estava certo sim, e que o PT e sua quadrilha fizeram bem em assaltar o Estado para um 'fim revolucionário'.
Vou guardar este artigo como um registro em cartório.
Não é uma profecia, é o óbvio! É banal, é previsível. Um dia, tirá-lo-ei do bolso e sofrerei a torta vingança de declarar: 'Agora não adianta chorar sobre o chopinho derramado... Eu não disse?...' ?


PS:
1 - Este é um artigo do Jabor, publicado hoje pelo Estadão. Está ligeiramente editado pelo Freeman.
2 - Espero que nem o Jabor, nem nós tenhamos que "sofrer a torta vingança..."
3 - A esperança é a última que morre...apesar dessa oposição de merda e da mediocridade que impera no "Bananão".

quarta-feira, outubro 11, 2006

Adivinhe se puder...








De quem será esta mão?

terça-feira, outubro 03, 2006

O primeiro aniversário...

Ôps! Foi ontem, mas não consegui postar...

No primeiro aniversário deste blog, o que poderia eu desejar?Talvez, imodestamente, algo como: a irreverência e a mordacidade do blog Resistência, e do blog do Jorge Nobre; a grafia do Sombra4; a combatividade da Star, do Nariz Gelado e do Alerta Brasil; a informação do Reinaldo Azevedo; a beleza poética do Abrindo Janelas; a diversidade eclética do blog da Sabedoria; a personalidade do Verbi Gratia; o companheirismo do blog do Aluizio e do Carl; e last, but not least, só a metade da popularidade do blog da Santa...Além disso, se não for pedir muito, (e me desculpando por não ter citado muitos dos incríveis e criativos blogs que visito) , só desejo a multiplicação das amizades virtuais que esses 365 dias proporcionaram...

E...para o nosso País, a velha e honesta receita liberal...
Mas, para isso temos pela frente:


A Tarefa de Isaías

Durante o reinado do rei Uzias, cerca de 740 a.C., o Profeta Isaías foi chamado pelo Senhor para que fizesse uma profecia para o seu povo.
“Diga a eles o que está errado e por quê. E o que lhes acontecerá se não houver uma mudança profunda na sua maneira de agir. Fale francamente. Deixe claro que esta é a última chance. Insista até que eles entendam.”
Compreensivelmente, Isaías ficou apreensivo quando o Senhor acrescentou:
“Devo lhe dizer que isso não adiantará nada. As elites desprezarão as suas advertências, as massas não lhe darão ouvidos e, provavelmente, você terá sorte se conseguir sair disso vivo.”
Quando Isaías perguntou por que deveria se dar ao trabalho de fazer tal profecia, se ninguém lhe daria importância, o Senhor respondeu:
“Existem sempre os Remanescentes que você nem conhece e a respeito de quem você nada sabe. Eles são desorganizados e aparentemente desinteressados. Precisam ser encorajados, porque quando a vaca for para o brejo serão eles que reconstruirão uma nova sociedade e, até que isso ocorra, sua pregação servirá para lhes manter vivo o interesse e a esperança. Sua tarefa é cuidar desses Remanescentes.
Agora saia e dê cabo de sua tarefa!”


Notas do Freeman:
1 - Este epigrama, selecionado para a republicação do meu artigo abaixo, é um fragmento do discurso de Ed Feulner no encerramento da reunião comemorativa do 50º aniversário da Mount Pèlerin Society. Foi extraído de um ensaio de Albert Jay Nock – Isaiah’s Job.

É a minha homenagem a todos os Isaías cibernéticos que, incansavelmente, têm procurado difundir informações e opiniões, na difícil tarefa de reconstruir a ética deste país tão espoliada pela classe política.
2 - Para não desmerecer também o epigrama do blog: "Todas as coisas já foram ditas..." o artigo do Freeman foi publicado em 2 de Outubro de 2005. Infelizmente continua muito atual. Leie aqui.

domingo, outubro 01, 2006

Acorda Brasil!



Os desejos da nossa forma de vida formam uma cadeia cujos elos são a esperança.
(Lucio Anneo Séneca (55 a.C-39)
A foto do amanhecer é do Freeman.