segunda-feira, junho 21, 2010

Realidade e Ficção



O escritor cubano Carlos Alberto Montaner reproduz a definição sobre o presidente Lula que ouviu de um presidente latino-americano:

"Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicam a realidade como um combate entre bons e maus."

Está aí, uma definição real e sintética do nosso presidente.
Só num país de beócios, cuja imprensa esquerdista é, além de tudo míope, que se cria e louva a ficção desta triste realidade que é o atual presidente dos brasileiros. Não é trocando o guarda roupa e aparando a barba que se muda a essência de alguém. Lula só tem crédito onde não interferiu. Onde pôs a mão, sujou! E, não fosse o período de prosperidade mundial coincidente com os seus mandatos, a história da sua popularidade seria outra...

A informação original foi extraida da coluna de Dora Kramer de 13/03/2010. Editada e comentada pelo Freeman.

terça-feira, junho 15, 2010

Copa e Servidão




Está começando mais uma Copa do Mundo de futebol. Não sei se é apenas minha impressão, mas poucas vezes vi tão pouca empolgação com uma Copa, quanto esta, no país do futebol. E isso a despeito da exuberante propaganda nos meios de comunicação. Somos bombardeados incessantemente com notícias e reportagens sobre a Copa, mas nada disso parece empolgar verdadeiramente a população.
Não tenho a explicação para o fenômeno, se é que ele está corretamente observado. Mas gostaria de propor uma hipótese, talvez influenciada pelo meu desejo de crer nela: o público está saturado de tanto ufanismo barato!
É claro que desejamos a taça, mas desejamos também e principalmente, um nível de vida melhor, um sistema de saúde que funcione, educação verdadeira e não doutrinação nas escolas, segurança para nossas famílias, etc.. E estamos cansados da corrupção, das baixezas e das manipulações políticas, do desvirtuamento e da falta de postura das próprias instituições, que deveriam ser o exemplo para a população.

Aliás, “nunca antes na história deste país” se viu tanta mistura entre um nacionalismo populista e o futebol. Desde Geisel não acontecia de a seleção brasileira desviar seu percurso para beijar a mão do cacique do planalto. O discurso do técnico Dunga no anúncio da escalação foi um show de nacionalismo barato. O povo quer ver futebol, de preferência com craques fazendo arte, mas não deseja ver populistas e demagogos se aproveitando desta paixão nacional.

E aqui, por analogia constatamos, com tristeza, outra realidade histórica: ao povo pão e circo!

Em 1548, Étienne de La Boétie escreveu seu “Discurso Sobre a Servidão Voluntária”, onde sustenta a tese de que o povo acaba sendo escravo por opção. Ele diz: “Os teatros, jogos, farsas, espetáculos, lutas de gladiadores, animais estranhos, medalhas, quadros e outros tipos de drogas, eram para os povos antigos os atrativos da servidão, o preço da liberdade, as ferramentas da tirania”. Troca-se o Coliseu pela Copa, e tudo continua o mesmo. “Assim, os povos, enlouquecidos, achavam belos esses passatempos, entretidos por um vão prazer, que lhes passava diante dos olhos, e acostumavam-se a servir como tolos”, lamentava o autor..
É isso: apesar de não sermos os únicos, somos pródigos nos eventos lúdicos. Do carnaval ao futebol, passando pela maior parada gay do planeta...
Agora, escrever para nossos representantes; reunirmo-nos para atitudes cívicas, mesmo sendo para contestar governos chulos e corruptos; bradarmos contra a "corte de Brasília" e os seus altíssimos impostos, para isso, ninguém vai...
Democracias verdadeiras pressupoem participação consciente de parte substantiva de suas populações. Se não entendermos e participarmos, um mínimo, de como funciona uma democracia constitucional representativa, então dificilmente sairemos desse regime feudal, onde mantemos, como súditos, os parasitas profissionais e seus asseclas...




O artigo original é de Rodrigo Constantino, do Instituto Liberal. Está significativamente alterado pelo Freeman.



quinta-feira, fevereiro 11, 2010

O golpe do Lulo-Petismo!




Como é próprio de governantes desonestos (e pretensos golpistas), Lula e vários de seus ministros assinaram, "na moita", nos últimos dias de Dezembro, e sem qualquer dos costumeiros estardalhaços de auto-promoção, um projeto de lei que, se aprovado, prepara o caminho político para a instituir, digamos, "legalmente" um regime totalitário comunista no Brasil. É o malfadado decreto denominado: “Programa Nacional de Direitos Humanos”.

Quem se dispuser a ler o absurdo e enganoso
documento (repleto de eufemismos e de "democratismos"), verá que ele é puramente autoritário, dando aos governantes o controle essencial da vida da sociedade. Como bem comentou o Reinaldo Azevedo: "O decreto tem todas as características da ação solerte e traiçoeira. Foi redigido para enganar o povo, para burlar as regras do estado democrático. Está cheio de cartas na manga, malandragens e vigarices intelectuais". É o golpe lulista.

Para tentar manter a aparência democrática, e enganar os incautos, pouco afeitos as essências ideológicas, o pretensioso documento está repleto de expressões como: "democracia participativa", "conselhos de direitos humanos", "conselhos ambientais", "conselhos populares". O engano é imenso, pois a aparência é uma e a sua intenção é bem outra. A papelada é de uma sandice inigualável, como afirmou o jurista Ives Gandra Martins. E é de um mau caratismo próprio dos esquerdistas, pois sabedores que o povo é ignorante mas não é pró-comunismo, pretendem vender gato por lebre. Aliás, segundo as estatísticas do TSE, mais de 70% dos eleitores brasileiros são considerados analfabetos funcionais politicamente.

A estratégia dos mentores desse “Plano” - certamente os intelectualóides uspianos que dirigem o Foro de São Paulo - é simplesmente seguir os ensinamentos de Gramsci, auxiliados pela já vasta e “aparelhada” “nomenklatura” governamental.

Quem não está familiarizado com as ideologias políticas, por certo estará perguntando: Quem foi Gramsci e qual sua relação com o comunismo brasileiro?

Antonio Gramsci (1891-1937), pensador e político foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano em 1921, e o primeiro teórico marxista a defender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos bolcheviques russos, capitaneados por Vladimir Illitch Ulianov Lênin (1870-1924) e seguido por Iossif Vissirianovitch Djugatchvili Stalin (1879-1953).

Durante sua prisão na Itália de 1926 até 1935, escreveu textos sobre o comunismo os quais começaram a ser publicados por partes na década de 30, e integralmente em 1975, sob o título “Cadernos do Cárcere”. Esta publicação, difundida em vários continentes, passou a ser o catecismo das esquerdas, que viram nela uma forma muito mais potente de realizar o velho sonho de implantar o totalitarismo, sem que fosse necessário o derramamento de sangue, como ocorreu na Rússia, na China, em Cuba, no Leste Europeu, na Coréia do Norte, no Camboja e no Vietnã do Norte, países que se tornaram vítimas da loucura coletiva detonada por ideólogos mentecaptos.

Gramsci professava que a implantação do comunismo não deve se dar pela força, como aconteceu na Rússia, mas de forma pacífica e sorrateira, infiltrando, lenta e gradualmente, a idéia revolucionária.

A estratégia é utilizar-se de diplomas legais e de ações políticas que sejam docilmente aceitas pelo povo, enganando consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, a priori, representam a grande maioria da população, de modo que, entorpecidos pelo melífluo discurso “democrático”, as consciências já não mais percebam o engodo em que estão sendo envolvidas.

A originalidade da tese de Gramsci reside na substituição da noção de “ditadura do proletariado” por “hegemonia do proletariado” e “ocupação de espaços”. Defendia que toda tomada de poder só pode ser feita com alianças e que o trabalho da classe revolucionária deve ser primeiramente, político e intelectual.

A doutora Marli Nogueira, juíza do trabalho em Brasília, e estudiosa do assunto, nos dá a seguinte explicação sobre “hegemonia”:

“A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela ´análise da situação´, de modo que quando o comunismo tiver tomado o poder, já não haja qualquer resistência. Isto deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo ´intelectual coletivo´ (o partido), que as dissemina pelos ´intelectuais orgânicos´ (ou formadores de opinião), sendo estes constituídos, na verdade, de intelectualóides de toda sorte, como professores (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides).

Quanto à “ocupação de espaços”, pode ser claramente vislumbrada pela nomeação de mais de 20 mil cargos de confiança pelo PT em todo o território brasileiro, cujos detentores desses cargos, militantes congênitos, têm a missão de fazer a acontecer a “hegemonia”.

Retornando a Gramsci e segundo ele, os principais objetivos de luta pela mudança são conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social, artistas, sindicatos etc.), uma vez que, os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis. O proletariado precisa transformar-se em força cultural e política, dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês.

Gramsci abandonou a tese marxista de que uma crise catastrófica permitiria uma bem sucedida intervenção revolucionária. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução. E é exatamente isto que está acontecendo no presente momento aqui no Brasil: A preparação ideológica. Só não enxerga quem não quer.

Segundo a doutora Marli Nogueira:“Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava ´superação do senso-comum´, que outra coisa não é senão a hegemonia de pensamento. Grande parte do povo passa a repetir, impensadamente, as opiniões da propaganda governamental, já prontas do sutil ideário comunista. E quando chegar a hora, aceitarão também qualquer medida que os leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim da democracia (mesmo defeituosa) como vivemos.

Lênin sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade. Sem essa prévia “revolução do espírito”, toda e qualquer tentativa comunista seria passageira.

Para tanto, Gramsci definiu a sociedade como “um complexo sistema de relações ideais e culturais” onde a batalha deveria ser travada no plano “intelectual”. Por essa razão, a caminhada ao socialismo proposta por Gramsci não passava pelos proletariados de Marx e Lênin e nem pelos camponeses de Mão Tse Tung, e sim pelos intelectuais, pela classe média, pelos estudantes, pela cultura, pela educação e pelo efeito multiplicador dos meios de comunicação, buscando, por meio de métodos persuasivos, sugestivos ou compulsivos, mudar a mentalidade, desvinculando-a do sistema de valores tradicionais, para implantar os valores da ideologia comunista.

Fidel Castro, com certeza, foi o último dinossauro a adotar os métodos de Lênin. Seus discípulos Lula, Morales, Kirchner, Vasquez e Zapatero, estão aplicando, com sucesso, as teses do “Caderno do Cárcere”, de Antônio Gramsci. Chávez, o troglodita venezuelano, optou pelo poder força bruta e fraudes eleitorais. No Brasil, por via das dúvidas, mantêm-se ativo e de prontidão o MST e a Via Campesina, como salvaguarda, caso tenham que optar pela revolução cruenta que é a estratégia leninista.

Todos os valores que aprendemos com a civilização ocidental vêm sendo sistematicamente destruídos ou deturpados, sob o olhar complacente dos brasileiros, os quais, por uma inocência pueril, seja pelo resultado da proposital ideologização do ensino, seja por ignorância dos reais intentos das esquerdas, nem mesmo se dão conta de que é a sobrevivência da própria sociedade é que está posta em jogo.

Perdidos esses valores, não sobra sequer espaço para a indignação que, em outros tempos, brotaria, instantaneamente, do conhecimento desses escancarado ambiente de corrupção, ampliado em todos os níveis do Estado e de projetos de lei discriminatórios ou como este último absurdo...

A verdade é que os velhos métodos para implantação do socialismo-comunismo foram definitivamente sepultados. Um novo, sutil e traiçoeiro método vêm sendo adotado, cuja amplitude não é percebida pela grande maioria do povo brasileiro.

Grande parte deste artigo é de Anatoli Oliynik, está modificado e editado pelo Freeman.

terça-feira, janeiro 12, 2010

"Programa Nacional de Direitos Humanos" ou como enganar os trouxas sem a truculência do sargentão Hugo Chaves.



"carta aos brasileiros", post scriptum

a charge do Loredano no Estadão de hoje, sintetiza com perfeição, o que este blog vem dizendo, a 5 anos, sobre a personalidade e o caráter do presidente...(além das suas outras inúmeras qualidades)

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Um conto (moderno) de Natal (ou, como buscar a felicidade e o equilíbrio através de uma luneta)




poucos dias estávamos sentados à mesa do almoço quando minha filha de quatro anos disse que o pai de sua amiguinha chamava-se Luiz e era feliz. E, singelamente adicionou: “ele não fica bravo...” Disse isso do nada, pois estávamos conversando sobre outras coisas. Meio que sem jeito, captei a mensagem, reforçada pela minha mulher que, em inglês, aproveitou para dizer que o meu humor não andava bom, e, obviamente, as crianças estavam percebendo isso.

Realmente, ando meio amargurado e eu os havia repreendido (ela e o irmão de seis anos) severamente, no dia anterior.

Após o almoço e alguns afazeres profissionais, o pensamento voltou-me à mente e não deixou-me mais, até esta manhã. Ao avaliar o que me deixava aborrecido, constatei (como quase sempre) que era o noticiário político, mais do que qualquer outra coisa.

Sei que deveria separar essas coisas do ambiente familiar, principalmente porque a maior proximidade que tenho com a política são as notícias dos jornais. E as crianças, afinal, não tem nada a haver com o peixe...

Sei isso teoricamente, mas, a teoria na prática, é outra. Além da enorme dificuldade de esconder o que sinto, parece-me impossível alguém, com certo grau de discernimento e consciência política, mostrar-se feliz, neste país.

Sem querer ser cansativo, o que nos dizem as notícias, cotidianamente:

Os mensaleiros do PT, bem como seu líder, integrantes de uma quadrilha que roubava e visa manter o poder a qualquer custo, estão vitoriosos. O STF ainda não achou tempo para julgá-los.

Lula, o presidente inspirador de muitos brasileiros, (mostrando rara coerência) ao assistir o filme que mostrava mensaleiros do DEM recebendo propinas e colocando dinheiro nas cuecas e nas meias, declarou: "Um filme não é uma prova. Não quer dizer nada."

As anunciadas CPIs da Petrobras (notoriamente corrupta) não decolaram.

A CPI das ONGs também não. O Governo não tem qualquer interesse em examinar o destino das verbas que estas organizações recebem.

Sabe-se que várias delas suportam o MST que, não por acaso, não é uma pessoa jurídica constituída. (experimente você, movimentar milhões, sem ter um CNPJ para ver o que a Receita faz). Na prática, e por estratégia política dos totalitários no Poder, o MST é mantido como auxiliar do Governo para manifestações de rua onde, se necessário, agirá. deu mostras do que pode e, com muito pouco, transformar-se-á numa FARB (Forças Armadas Revolucionárias do Brasil).

Enquanto isso, contra a lei, (apesar do referendo derrotado em 2005), desarmam os cidadãos.

Se o Ministério Público, a Receita Federal e a Justiça examinassem a variação patrimonial dos políticos brasileiros, e seus séqüitos, e isto valesse como prova, teríamos um outro país...

A liberdade de imprensa está ameaçada, com um dos principais jornais do país sob censura, apesar das centenas de manifestações de autoridades, inclusive do Judiciário (vejam a ironia e o descaso). Além das recomendações totalitárias desse congressochapa brancaque acaba de ocorrer.

Finalmente: temos um povo alienado, analfabeto (mas esperto) como o presidente da república, e uma oposição pífia, inerte, desprezível.

Em suma: como não sentir enorme vergonha e não ter preocupação com o futuro desse país? Como não ficar mau-humorado?

De qualquer forma, como pai, precisava demonstrar a minha filha, que podia ser feliz, como o Luiz. (ao menos no ambiente familiar). O que fazer?

Bem, a vantagem de estar na idade madura, digamos, e ter vivido bastante, é a experiência que acumulamos (o que não quer dizer absolutamente, que você não cometa erros).

Dessa forma, e apesar de todas as mazelas que enfrentamos, o equilíbrio precisa ser buscado a qualquer custo, e fazemos isso (conscientemente ou não), através da esperança. Sim, através da esperança.

E o que é a esperança?

Bem, “a esperança é um empréstimo que se pede à felicidade.” Escreveu Rivarol neste inspirado aforismo!

Os desejos da nossa forma de vida formam uma cadeia cujos elos são a esperança.” Disse Lucio Anneo Sêneca, filosofo romano, que morreu em 39 a.C.

William George Ward, teólogo católico inglês que viveu no início do século 19 disse acertadamente: ” O pessimista queixa-se do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas.”

Bem, eu abracei todas elas. Fui ajustar as minhas velas e pedir um empréstimo à felicidade. Fui refugiar-me em pensamentos que me trouxessem paz. Precisava de paz para tentar ficar com um semblante de alguma felicidade nesta noite de Natal, pois conhecendo a mim, não conseguiria fingir para a pequena Maria Clara.

E ocorreu-me a lembrança um fato que passou a influenciar muito a minha visão do mundo, principalmente em momentos de desesperança, de descrença no ser humano. Foi há muitos anos, quando bem jovem, e você se acha dono do mundo e o que não for como você quer, você acredita que mudará, por bem ou por mau. Doce ilusão. Na realidade, eu começava a tomar consciência de que existem inúmeros fatos, que não controlamos... e que influenciam a nossa vida, o nosso estado de ânimo, a nossa felicidade, quer gostemos ou não.

E foi num período de grande turbulência, grande inquietação que vi-me dentro de um planetário – super moderno à época. Provavelmente hoje equivalesse a um desses filmes sobre o espaço sideral, em terceira dimensão, do Discovery Science. Estava eu envolvido num profundo silêncio e meditando maravilhado sobre a imensidão do Universo. , ocorreram-me as inevitáveis perguntas dos curiosos por natureza: será que estamos sozinhos no Universo? Como essa Maravilha foi construída? Foi Deus ou foi o Big-Bang? Qual o sentido dessa Imensidão? Por que a Terra e a Humanidade são tão ínfimos, diante dessa Grandeza? Como compreender a relação tempo/espaço? Qual o sentido da Vida, afinal?

Bem, não tenho as respostas. E, muito provavelmente, não as terei, mesmo neste nosso século 21, mas uma coisa eu compreendi, a partir de então: sejam quais forem os nossos problemas, e nossas dificuldades terrenas, elas são tão ínfimas, tão microscópicas, tão simplesmente desprezíveisse – conseguirmos nos apartar, um pouco, do cotidiano medíocre, e da ignorância da grande massa humana.

Se conseguirmos isso, um sorriso natural e sutil (sinal de felicidade interior) brotará espontaneamente da alma de todos aqueles que compreendam a nossa pequenez diante da Grandeza e da complexidade da Vida e da existência do Universo.

Portanto, se estiver angustiado, nervoso com os seus problemas do cotidiano, afaste-se um pouco, e pegue uma luneta...


Dedico este pequeno conto aos meus filhos e a todas as inocentes e puras criaturas de Deus: as crianças, para que perceverem e acreditem sempre que poderão mudar este pequeno planeta Terra para melhor.