
"Todas as coisas já foram ditas. Mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar" A.G.
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Estatisticas Interessantes...

terça-feira, janeiro 20, 2009
A vitória de Obama
Gostaria muito de estar enganado, mas não posso discordar do editorial do London Daily Mail abaixo (traduzido e editado pelo Freeman).
Quem sabe o senhor Obama se torne um Tony Blair que, apesar de "trabalhista", fêz o governo mais conservador fora Margareth Tatcher. Enfim, depois do desastre W. Busch a esperança é a última que morre...
"A vitória de Obama .
Uma vitória para a histérica Oprah Winfrey, para o pregador racista Jeremiah Wright; para grande parte da midia que abandonou, há tempos, qualquer senso de objetividade; para os europeus que desprezam a América, em grande parte porque dela dependem; para pretensiosos fanfarrões que se dizem destemidos, mas não se atrevem a combater os poderosos grupos de interesses. Uma vitória do culto ao culto. Um homem que fez pouco em sua vida real, mas tem escrito muito sobre as suas realizações, como se tivesse encontrado a cura para o câncer ou inventado algo surpreendente para a humanidade. Uma vitória do estilo sobre a substância, do exagero sobre a história, da demagogia sobre a realidade.
Uma vitória de Hollywood, a mais disfuncional das comunidades em todo o mundo. Vitória de Streisand, Spielberg, Soros e Sarandon. Vitória para quem prefere o bem-estar dependente, à vontade própria e a interferência governamental à independência pessoal. Para aqueles que pensam com mentalidade de rebanho, àqueles que lutam pela iniciativa individual, e o direito de discordar da corrente política da moda.
Vitória de um homem que não é amigo da liberdade. Ele e seu grupo já declararam que a mídia deve ser controlada de modo a ser “equilibrada”, sem perceberem a extraordinária ironia dessa afirmação. Como a maioria dos fanáticos esquerdistas, os adoradores de Obama constantemente falam da Fox e Limbaugh, quando a grande maioria das estações de televisão e jornais são ultra- esquerdistas e anti-conservadora. O veterano democrata Chuck Schumer disse que, assim como pornografia deve ser censurada, também o devem ser os programas de entrevistas. Em outras palavras, um dos poucos meios de livre expressão pode muito bem ser cerceado por aqueles que, mesmo em triunfo, não toleram qualquer crítica ou oposição.
Uma vitória para aqueles que acreditam que o Estado é o melhor qualificado para criar seus filhos do que a família, para aqueles que preferem sindicatos de professores, ao ensino efetivo; para aqueles que estão ingenuamente convencidos de que se o Ocidente for suficientemente fraco e brando perante seus inimigos, a guerra e terrorismo vai se dissolver tão rapidamente quanto as lágrimas na face de uma celebridade esquerdista.
Uma vitória para a democracia social, mesmo depois da maior parte da Europa chegar a dolorosa conclusão de que ela só os levou à mediocridade, à incapacidade de competir, ao desemprego, à inflação, ao aumento dos impostos e a estagnação econômica. Uma vitória para advogados oportunistas, sentimentalistas banais, extremistas sociais e pseudo-cosmopolitas esnobes.
Parabéns América!"
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Arte de Falsários

De Beny Parnes, estrategista-chefe do BBM Investimentos, recebi o livro e a recomendação de traçar paralelos entre os desvarios do mercado financeiro na última década e os do falsário holandês na metade do século 20.
O sucesso do falsário depende de dois elementos: avanço da tecnologia e desejo da vítima de se deixar enganar. O avanço técnico no caso de Meegeren foi a baquelita, primeiro plástico para fins comerciais, que lhe permitiu substituir o óleo vegetal como veículo na pintura. Com ela obteve o endurecimento da tinta, necessário para mantê-la inalterada em testes de autenticidade. No caso do esquema financeiro, a inovação tecnológica combinou derivativos com artimanhas de controle de risco, como a securitização que transformava em títulos AAA empréstimos hipotecários - cuja qualidade era tão ruim que até mesmo Alan Greenspan, depois do desastre consumado, se confessou em estado de choque.
Quanto ao segundo elemento necessário ao seu sucesso, Van Meegeren encontrou-o no desejo dos críticos de descobrir quadros de um período intermediário na obra de Vermeer. Apesar da pequena produção do pintor seiscentista, existe uma disparidade gritante de estilo e tema entre Diana e suas Companheiras (obra do artista jovem) e A Leiteira (o primeiro trabalho da maturidade). No vazio entre um e outro, os críticos imaginaram um Vermeer desaparecido, que uniria as duas fases. O falsário identificou o desejo dos críticos e o realizou.
“Falsificações são um retrato cambiante dos desejos humanos. Cada sociedade falsifica as coisas que mais cobiça”, argumenta Mark Jones em The Art of Deception. No começo do século 21 o desejo era o de uma vida incompatível com os ganhos da economia real. A ganância incitava a crença na ausência de riscos, na morte da teoria do ciclo de negócios e no céu como limite para as taxas de crescimento.
Beny Parnes observa: “Os agentes financeiros sabiam o que faziam. Ou quase todos. Com certeza não faltava consciência de seus próprios atos aos empacotadores de hipotecas e aos bancos que colocavam esses pacotes em suas carteiras de investimento. Os compradores dos ativos suspeitavam do que estava acontecendo. Mas o desejo de altos rendimentos gerava a crença em hipóteses bobas sobre risco e o incentivo para entrar no negócio e comprar o Vermeer de Meegeren”.Como dizia Maquiavel, “quem trapaceia sempre encontra quem se deixa trapacear, porque os homens cedem prontamente a desejos momentâneos”.
A diferença entre a experiência dos falsários de hoje e a de Meegeren está na seqüela da trapaça. Meegeren agiu como indivíduo isolado. Preso, e depois absolvido, causou prejuízos e decepção a museus e seus freqüentadores, mas não um desastre econômico. No século 21 a ação coletiva de milhares de investidores produziu uma bolha hipotecária que mudou a alocação de recursos e terminou em catástrofe para o globo.
* Este artigo (editado pelo Freeman) é da economista e professora Eliana Cardoso. Foi escrito no início de Dezembro, antes da divulgação da notícia da prisão de Bernard Madoff que, através de seus fundos financeiros criou um verdadeiro esquema de Ponzi, fraudando aplicadores do mundo inteiro em pelo menos US$50 bilhões. Realmente, com esta enorme crise financeira, recheada de escândalos explícitos e pior, não explicitos, está na hora de pensarmos seriamente em manter nosso rico dinheirinho debaixo dos nossos colchões...
sábado, dezembro 20, 2008
Pequenas regras para a vida.
Bom seria se conseguíssemos manter os, geralmente, abençoados propósitos que mentalizamos nesta época do ano.
Invariavelmente, lembro-me de Robert Fulghum, que escreveu, há vinte anos, um singelo livro cujo título era: “Most of what I really need to know about how to live and what to do and how to be I learned in kindergarten.” Que pode ser traduzido como: “ A maior parte das coisas, realmente importantes, para saber viver e se comportar, eu aprendi na escola maternal”
Estas simples regras, que fariam do Mundo um lugar bem melhor para se viver, são:
Sempre que possível, partilhe com o próximo.
Jogue honestamente.
Arrume a sua própria bagunça.
Não pegue coisas que não são suas.
*Peça desculpas quando magoar alguém.
Viva com equilíbrio: nunca pense que já sabe tudo, mantenha-se aberto para aprender; medite, desenhe ou pinte, cante e dance, de vez em quando; divirta-se e trabalhe todos os dias.
Tire uma soneca, quando possível.
Ao sair, mantenha-se atento ao trânsito, dê a mão e, mantenha-se junto se estiver com alguém.
Seja discreto.
(* Eu substituiria as duas frases marcadas acima por):
domingo, dezembro 07, 2008
A diplomacia dos bobalhões.


Estamos diante de um calote dos governos do Equador, Venezuela, Bolívia e Paraguai.
O Brasil fez da concessão de empréstimos pelo BNDES a ferramenta para uma suposta integração da região. Fez porque sindicalistas analfabetos (e seus assessores) não conseguem distinguir o mundo real, do mundo das fantasias ideológicas das suas pretensões políticas. Com isso, não reconheceu a fragilidade dessa construção diplomática baseada numa virtual identidade com governos populistas que, agora, revelam como vêem o Brasil: “o império do Sul”.
A reação do Itamaraty a toda uma série de atitudes inamistosas e desafiadoras, demorou. A diplomacia oficial só começou a abandonar o tom morno e conciliatório, como resposta aos desaforos dos vizinhos, quando o presidente do Equador expulsou a Construtora Odebrecht.
Ao lado do Equador, os governos dos hermanos da Venezuela, Bolívia e Paraguai, estão igualmente empenhados em realizar auditorias da dívida externa para contestar as parcelas que eles consideram “ilegítimas”.
Obviamente, não há nenhuma surpresa no rumo tomado por esses governantes populistas. Ao enviar tropas para ocupar as instalações da Petrobrás em 2006, o presidente boliviano, outra sumidade continental, sinalizava o que veria a seguir... Ao anunciar a auditoria da dívida externa, o novo presidente do Paraguai segue o mesmo curso, embora o seu objetivo maior é tentar mudar o acordo de Itaipu. Já o fanfarrão, Hugo Chaves, deu uma resposta vaga a indagação do Itamaraty sobre uma eventual revisão da dívida externa venezuelana.
Em toda essa história, o único dado realmente espantoso é a contínua sucessão de erros da diplomacia brasileira. Ninguém esperava grande coisa de uma política externa influenciada pelos experts internacionais do presidente Lula, mas até as previsões mais pessimistas foram superadas!
Nenhum dos “aliados estratégicos” escolhidos pelo senhor Lula da Silva, no seu projeto megalópico de liderar o Sul contra o Norte, dedicou ao Brasil a mínima reciprocidade em termos de atenções diplomáticas ou comerciais. Nem os nossos supostos colegas do BRIC, nem nossos vizinhos sul-americanos. Aqui, aliás, com os hermanos, o governo brasileiro decidiu, em nome de uma liderança regional puramente fantasiosa, engolir todos os desaforos e conceder a todos os parceiros os maiores benefícios em quaisquer entendimentos comerciais. Aceitou, por exemplo o protecionismo argentino e além disso, induziu o empresariado nacional a se acomodar as barreiras impostas pela pior dupla de populistas que o pais vizinho já teve: os Kichners.
Este fantástico governo de sindicalistas confunde parceria e cooperação com passividade em face das imposições mais descabidas. E a defesa dos legítimos interesses nacionais foi substituída pelo apoio a governos socialistas e populistas (verdadeiro espelho das intenções do governante brasileiro) cuja consolidação, na visão da diplomacia lulista, beneficiaria o Brasil. O resultado? Está aí: é a aliança dos hermanos contra o Brasil, a “potência colonial”.
Enfim, não é fácil escolher a obra prima das tolices cometidas pela diplomacia petista desde Janeiro de 2003 , mas o ditado popular: “Cada macaco no seu galho” encerra uma ampla e vigorosa verdade que os cidadãos devem lembrar a cada eleição.
quarta-feira, novembro 26, 2008
O Lixo pedagógico - 2
Segunda-feira no fim do dia, li a entrevista que “ Veja” fez com a antropóloga Eunice Durham e pensei: está aqui um bom assunto para o blog.
Hoje, quarta, dia que tenho um pouco mais de tempo para escrever, começo a rabiscar o assunto quando decido dar uma volta pelos blogs que costumo ler. Pois, não é que encontro lá no “Resistência” uma ótima matéria sobre o assunto? (Aliás, tudo no “Resistência” é ótimo!)
Então, uma vez que a essência da matéria é a entrevista com a formidável antropóloga, peço permissão, fazendo minhas as palavras daquele trio de bravos "resistentes" e reproduzo o artigo de 22 de Novembro.
Faturando alto com o lixo pedagógico : O Livrinho Vermelho do camarada Freire, auto-ajuda para esquerdistas. A culpa é SEMPRE do sistema...
"A entrevista que a revista Veja fez com a antropóloga Eunice Durham, da qual eu reproduzo pequenos trechos abaixo, é leitura gratificante para quem já precisou assistir às aulas obrigatórias de Pedagogia que fazem parte dos cursos de licenciatura de todas as áreas do ensino superior. Eu, que já fui submetido a tal via crucis, conheço bem a completa inutilidade dessas "aulas", que não servem de nada quando se trata de preparar os alunos para ensinar. Pelo contrário: nelas, todos são submetidos a sessões intermináveis de blá-blá-blá anticapitalista ministradas por jaburús mal-resolvidas, cujo único objetivo - além da tortura aos alunos, é claro - parece ser o de encher os cofres da família do Guia Genial dos Povos Pedagógicos, o stalinistíssimo Paulo Freire.
E os cofres da família devem estar mesmo abarrotados: todos os que passam pela disciplina de "Pedagogia Geral" (ou nome equivalente) são obrigados a comprar um manualzinho chamado "Pedagogia da Autonomia", de Paulo Freire, uma espécie de cartilha de auto-ajuda para professores comunistas. O livrinho é inacreditavelmente ruim, escrito num ridículo estilo "mela-cueca-lírico-socialista", destinado a "ensinar" seus pobres leitores a "descobrir" o dedo cruel do capitalismo e do neoliberalismo em tudo de ruim que acontece com as pessoas. Fracassados de todo o mundo, uni-vos: a culpa não é sua, é do sistema!
Eu tenho aqui em mãos, nesse momento, a "obra" em questão. Na capa da edição que possuo (de 2004), está escrito que "mais de 450.000 mil exemplares" já foram vendidos. Ah, o capitalismo é tão bom para certos comunas: livreco pequenininho e barato, medíocre - portanto, de leitura fácil para qualquer idiota - e, o mais importante, obrigatório para milhares de alunos que passam todos os alunos pelos cursos de licenciatura, de Educação Física a Matemática. Assim é fácil vender muito e "fazer sucesso". Claro, no comunismo seria melhor: imaginem só ser o autor oficial do regime. Pensando melhor, não seria, não. Paulo Freire já é "autor oficial" sem que sua família, que recebe os direitos autorais, precise viver sob as misérias do socialismo.
E os alunos que agüentem o lirismo stalinista do livreco e as torturas mentais da jaburús."
A entrevista:
Sua pesquisa mostra que as faculdades de pedagogia estão na raiz do mau ensino nas escolas brasileiras. Como?
As faculdades de pedagogia formam professores incapazes de fazer o básico, entrar na sala de aula e ensinar a matéria. Mais grave ainda, muitos desses profissionais revelam limitações elementares: não conseguem escrever sem cometer erros de ortografia simples nem expor conceitos científicos de média complexidade. Chegam aos cursos de pedagogia com deficiências pedestres e saem de lá sem ter se livrado delas. Minha pesquisa aponta as causas. A primeira, sem dúvida, é a mentalidade da universidade, que supervaloriza a teoria e menospreza a prática. Segundo essa corrente acadêmica em vigor, o trabalho concreto em sala de aula é inferior a reflexões supostamente mais nobres.
(...)
O que, exatamente, se ensina aos futuros professores?
Fiz uma análise detalhada das diretrizes oficiais para os cursos de pedagogia. Ali é possível constatar, com números, o que já se observa na prática. Entre catorze artigos, catorze parágrafos e 38 incisos, apenas dois itens se referem ao trabalho do professor em sala de aula. Esse parece um assunto secundário, menos relevante do que a ideologia atrasada que domina as faculdades de pedagogia.
Como essa ideologia se manifesta?
Por exemplo, na bibliografia adotada nesses cursos, circunscrita a autores da esquerda pedagógica. Eles confundem pensamento crítico com falar mal do governo ou do capitalismo. Não passam de manuais com uma visão simplificada, e por vezes preconceituosa, do mundo. O mesmo tom aparece nos programas dos cursos, que eu ajudo a analisar no Conselho Nacional de Educação. Perdi as contas de quantas vezes estive diante da palavra dialética, que, não há dúvida, a maioria das pessoas inclui sem saber do que se trata. Em vez de aprenderem a dar aula, os aspirantes a professor são expostos a uma coleção de jargões. Tudo precisa ser democrático, participativo, dialógico e, naturalmente, decidido em assembléia.
(...)
A senhora estende suas críticas ao restante da universidade pública?
Há dois fenômenos distintos nas instituições públicas. O primeiro é o dos cursos de pós-graduação nas áreas de ciências exatas, que, embora ainda atrás daqueles oferecidos em países desenvolvidos, estão sendo capazes de fazer o que é esperado deles: absorver novos conhecimentos, conseguir aplicá-los e contribuir para sua evolução. Nessas áreas, começa a surgir uma relação mais estreita entre as universidades e o mercado de trabalho. Algo que, segundo já foi suficientemente mensurado, é necessário ao avanço de qualquer país. A outra realidade da universidade pública a que me refiro é a das ciências humanas. Área que hoje, no Brasil, está prejudicada pela ideologia e pelo excesso de críticas vazias. Nada disso contribui para elevar o nível da pesquisa acadêmica.
(...)
quinta-feira, novembro 20, 2008
Chamem o Joe Arpaio, urgente!
Logo abaixo vocês saberão o porquê.
Deus e a História nos presentearam com uma natureza maravilhosa, mas, cotidianamente, manchada e dilapidada por parasitas públicos e privados de toda ordem. Temos a subespécie "oficial", conhecida também como "dolce farniente". Desenvolvida nos gabinetes, é grande procriadora, afetando praticamente todas as outras espécies. Temos também a subspécie que sobrevive das "ONGs", inclusive, dos "direitos humanos", além de outras dezenas de subespécies mais comuns...
Os parasitas oficiais são os mais perigosos, como vocês podem imaginar. Num ambiente tropical propício, principalmente o do planalto central, espalham-se por todos os orgãos rapidamente causando "maracutaias" infecciosas por todo o país. Por terem o gene da indolencia tem a capacidade de infectar decretos e leis típicas dos vagabundos, como esse do febriado, digo, feriado de hoje: "dia da consciência negra"... Ah! façam-me o favor... Chamem um infectologista com urgência ou o imprescindível Joseph Arpaio.
Baixou, ainda, os custos da refeição para 40 centavos de dólar, que os detentos, inclusive, têm de pagar.
Cortou a TV a cabo, mas ao saber que esta, nas prisões, era uma determinação judicial, religou-a, mas, só permitindo o canal do Tempo e o da Disney.
No verão uma agência de notícias publicou: Com a temperatura atingindo 116º F (47º C), no Arizona, mais de 2000 detentos na prisão acampamento de Maricopa tiveram permissão de tirar o uniforme e ficar só de shorts, (cor-de-rosa) que os detentos recebem do governo.(*) Artigo Publicado pelo site “ Pela Legitima Defesa”. (extraído e traduzido de um documentário da televisão Americana…) Está editado pelo Freeman.
segunda-feira, novembro 17, 2008
O Estado corrompido...

EM OUTUBRO de 2002, o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) emitiu uma resolução (315) determinando que, a partir de Janeiro de 2009, a quantidade de enxofre no diesel baixasse de 2.000 ppm para 500 ppm, quando vendido nas áreas não urbanas e, 50 ppm, quando vendido nas áreas metropolitanas. Nos EUA essa proporção é de 15 ppm; na Europa, de 10 ppm; e, em alguns países da América Latina, já é de 50 ppm.
O Conama determinou também que a indústria automobilística passasse a comercializar a partir da mesma data motores menos poluidores (Euro 4).
A resolução se deve ao terrível impacto que as partículas de enxofre têm sobre a saúde pública, sendo responsáveis por graves doenças pulmonares e pela morte prematura (sobretudo de crianças e idosos) de cerca de 3.000 pessoas por ano na cidade de São Paulo e de 10 mil nas principais regiões metropolitanas do país.
Embora tivessem quase sete anos para se prepararem, a Petrobras e a Anfavea (representando a indústria automobilística) declararam que não irão cumprir a resolução, apesar de a Petrobras possuir recursos financeiros e tecnológicos imensos e as indústrias automobilísticas fabricarem os motores da geração Euro 4 nos seus países de origem e mesmo no Brasil, só que apenas para exportação.
Ao assumir o Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc disse publicamente que seria inadmissível o descumprimento da resolução. Pouco a pouco, diante das pressões mudou de atitude e, em vez de continuar exigindo o cumprimento, enviou o caso para o Ministério Público.
A promotora Ana Cristina Bandeira Lins, encarregada de conduzir o processo, adotou inicialmente, em declarações e entrevistas, uma atitude firme pelo cumprimento integral da resolução. Pouco a pouco também se recolheu, passou a não atender a mídia, afastou qualquer contato com a sociedade civil, negociando basicamente com Petrobras, a Anfavea e Minc.
Diante da mobilização e pressão de várias organizações sociais que tentavam evitar um péssimo acordo, o ministro Carlos Minc se comprometeu a promover uma audiência pública com a sociedade civil antes da assinatura de qualquer acordo. Mas não cumpriu sua promessa.
A promotora Ana Cristina aceitou praticamente todas as propostas da Petrobras e da Anfavea (só em 2014 o diesel de 2.000 ppm será substituído pelo de 500 ppm - o mesmo que hoje já circula nas regiões metropolitanas) e impôs compensações pífias (doação de um laboratório e campanha educativa para regulagem de motores).
É muito provável que todos os leitores deste artigo e suas famílias terão a saúde afetada de alguma forma por essa decisão.
Desse episódio ficam algumas tristes conclusões e perguntas:
1 - Para quem tem poder político e econômico, descumprir a legislação ainda compensa no Brasil.
2 - Há empresas que confundem responsabilidade social com marketing, com patrocínios e ações filantrópicas, e ainda não entendem que a ética deve se estender a todas as suas atividades, de forma igual, e a todos os países onde atuam.
3 - Onde está a cúpula do Ministério Público? Como pode uma promotora aceitar acordo tão lesivo à saúde pública? Ao aceitar esse acordo, só se incentiva o desrespeito à legislação; ao recusar qualquer diálogo com a sociedade civil, arranhou (mais uma vez) a imagem do Ministério Público, instituição importante para a democracia e a defesa dos cidadãos.
4 - O ministro Minc, por não cumprir a sua palavra e por se mostrar tão vulnerável a pressões, perde credibilidade, confiança e o respeito da sociedade. Não se confundem ações pirotécnicas e performances midiáticas com um real compromisso com o meio ambiente, a saúde pública e a ética profissional.
5 - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não deveria aceitar passivamente pagar a conta em doenças, vidas e recursos, mas exigir o cumprimento integral da resolução.
6 - Serão os cidadãos que pagarão pelas graves doenças pulmonares e pelas mortes resultantes do descumprimento dessa importante resolução (A Faculdade de Medicina da USP estima em U$ 400 milhões por ano o custo para o SUS, apenas na cidade de São Paulo).
7 - Infelizmente nada disso é novidade no Brasil. O Estado e suas instituições corrompidas só atuam eficazmente quando estão envolvidos os donos momentâneos do poder. Pavoneiam-se de defensores dos cidadãos quando, de fato, deles só se servem, para garantir as suas mordomias e suas imoralidades.
Esse acordo judicial foi, na realidade, uma sentença de morte para milhares de brasileiros e um estímulo à impunidade. A sociedade brasileira deve cobrar explicações e responsabilidade de quem patrocinou, participou, assinou e compactuou com essa lamentável decisão.
Publicado na Folha de S. Paulo Oded Grajew, 64, empresário, é um dos integrantes do Movimento Nossa São Paulo e presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos. Conclusões editadas pelo Freeman.
sexta-feira, novembro 07, 2008
O Kosovo da Amazônia !

Kosovo é uma região no sul da Sérvia, país que fazia parte da antiga Iugoslávia. É um lugar muito especial para os sérvios, que o consideram o berço da sua civilização, e é o local onde se desenrolaram os mais importantes eventos de seus 2 mil anos de história.
Para reforçar a sua política de integração o regime autoritário do presidente Tito deu muitos incentivos às diferentes minorias étnicas, entre outras, à albanesa, já que a Albânia faz fronteira com Kosovo. Jornais de língua albanesa, noticiários, escolas... pouco a pouco, em razão dos incentivos governamentais, a população de Kosovo foi se tornando predominantemente albanesa. Quando do fim da União Soviética, seguido do desmembramento da Iugoslávia, os kosovares albaneses aproveitaram o momento oportuno para reivindicar a independência de Kosovo. Os sérvios, indignados, negaram qualquer possibilidade de acordo.
Criou-se uma polêmica entre os outros países. Juristas especializados em direito internacional consideravam a reivindicação improcedente. Por outro lado, muitos opinavam que a solicitação era justa dada a maioria esmagadora da atual população ser albanesa. Quem está com a razão?
É uma questão difícil de ser respondida e para cada argumento haverá um contra-argumento. Kosovo já proclamou unilateralmente a sua independência, apoiado pelas potências européias. A Sérvia vive um impasse político: recusar e perder para sempre a fonte da sua identidade cultural ou concordar, comprando assim o seu ingresso na União Européia.
Recentemente, a Rússia invadiu a Geórgia para garantir a autoproclamada independência da Ossétia do Sul, baseada no fato de que a população dessa região é predominantemente russa. Ante as críticas do Ocidente, a Rússia rebateu dizendo que a situação é idêntica à de Kosovo, em que os países ocidentais, liderados pelos EUA, reconheceram a proclamação unilateral da independência. No fundo, à margem de julgamentos éticos, cada país está apenas defendendo os seus interesses: os EUA minando a Sérvia, tradicional aliada dos russos e enclave estratégico nos Bálcãs, e a Rússia, em contrapartida, enfraquecendo a Geórgia, aliada dos norte-americanos.
O propósito deste artigo é alertar para a situação similar em que se encontra o Brasil em relação às reservas indígenas na Amazônia. Tomemos como exemplo a reserva ianomâmi, no extremo norte do Brasil. Não é de hoje que diversos países estrangeiros vêm questionando a soberania brasileira na Amazônia. Grande parcela da população no exterior considera a Amazônia patrimônio da humanidade e, portanto, defende a idéia de que o controle e a gestão desse “pulmão do mundo” não deveriam estar concentrados num único país. As notícias recorrentes de desmatamentos e queimadas monumentais, de descaso e corrupção das autoridades e da total falta de infra-estrutura do governo para fazer valer a lei não contribuem para melhorar a imagem do Brasil no exterior. Junte-se a isso o fato de que os índios na reserva se autodenominam “nação ianomâmi”, de etnia, cultura e língua totalmente distintas, detentora de um vasto território fronteiriço e bem demarcado, e teremos uma situação potencialmente explosiva.
Os “nossos” índios, em sua maioria, vivem num limbo socioeconômico-cultural, marginalizados como brasileiros e vivenciando o pior da civilização moderna. Eles percebem o governo como o grande obstáculo que os impede de explorar os imensos recursos minerais, biológicos e energéticos das terras herdadas de seus antepassados.
Vamos imaginar um agravamento drástico das relações internacionais e uma deterioração das relações Brasil-EUA, a exemplo do que já ocorre entre os EUA e a Venezuela. Somemos a isso um eventual aprofundamento da ainda longe de ser superada crise boliviana ou o reaquecimento do confronto Venezuela-Colômbia, polarizando a geopolítica sul-americana. Vamos supor que a Rússia aumente ainda mais a sua presença militar no continente por meio de sua parceria com a Venezuela e com os outros aliados. Aproveitando a oportunidade, a “nação ianomâmi” declara a sua independência. Imediatamente, diversas entidades ambientais apóiam o ato, seguidas do reconhecimento diplomático dos EUA e dos países que estão na vizinhança do território. Outras reservas indígenas seguem o exemplo, desmembrando o Brasil.
A moeda de troca é fácil de encontrar: independência para os índios, dando-lhes o direito de usufruir os recursos minerais e ambientais de suas terras. Em contrapartida, ao mundo é feita a promessa de uma exploração racional dos recursos, implantação de lei e ordem na região, viabilizando a preservação do ecossistema. Aos EUA é dada exclusividade na produção e comercialização dos produtos e, principalmente, em acordos para a instalação de bases militares estrategicamente situadas no centro do continente, como contrapeso à expansão russa. A redução do poder brasileiro é vista com bons olhos pelos países vizinhos, ainda ressentidos das diversas disputas territoriais perdidas para o País no passado. Kosovo e Ossétia do Sul servem de jurisprudência e uma força internacional de “paz” é formada para garantir a independência dos novos países.
Imaginação fértil? Antes da crise balcânica, se dissessem a um sérvio que Kosovo seria anexado pela Albânia em poucos anos, ele certamente chamaria o interlocutor de insano. No entanto, é isso o que está acontecendo.
Num mundo cada vez mais dependente de espaços livres e recursos naturais, a pressão externa sobre a Amazônia será cada vez maior. Agir preventivamente, com a adoção de políticas adequadas e investimentos condizentes com a amplitude do problema, é a única forma de garantir a soberania para as gerações futuras.
Artigo original de Predrag Pancevski, mestre em Economia e Finanças, professor na Fundação Getúlio Vargas, nasceu em Belgrado, na antiga Iugoslávia E-mail: pancevski@fgvmail.br
domingo, outubro 19, 2008
Quantos zeros formam um bilhão?

Recebí de um amigo este email que, aparentemente, anda circulando pelos Estados Unidos.
É uma outra forma de enxergar a crise e, bem verdadeira é a sua essência .
"Desde o início desta crise, só se houve falar de bilhão prá cá, bilhão prá lá, mas para nós, comum dos mortais, é difícil ter a real noção do que esse número significa.
De qualquer forma, a próxima vez que você ouvir um político usando a palavra “bilhão” de maneira simplória, pense se você realmente quer que ele administre todo o dinheiro que você paga de impostos...
Um bilhão é um número difícil de ser assimilado entretanto, uma agência de publicidade conseguiu demonstrá-lo de uma forma bem interessante.
- Um bilhão de segundos atrás estávamos em 1959.
- Há um bilhão de minutos, Jesus estava vivo.
- Há um bilhão de horas, nossos ancestrais viviam na Idade da Pedra.
- Há um bilhão de dias, ninguém caminhava na Terra sobre dois pés.
- Um bilhão de dólares é quanto o governo americano gasta em 8 horas e vinte minutos, pelo seu atual ritmo de gastos.
O que esse número, realmente, significa? (É incrível como algumas simples contas aritméticas podem esclarecer muitas coisas)
A.
Bem...se você for um dos 484.674 residentes de New Orleans (homem, mulher e criança) você vai receber U$515.810,63
B.
Ou… se você é o proprietário de uma das 188.251 residências, você recebera U$1.328.014,19
C.
Ou... se você pertencer a uma família de quatro membros sua família recebera U$2.063.242,51
Agora, esta crise financeira fará o governo gastar, pelo menos, outro trilhão e 400 bilhões de dolares, o que significa que para cada cidadão a brincadeira vai custar U$4.681,33...esteje você hipotecado ou não!
Alô Washington, D.C. acordem!
Suas calculadoras estão quebradas, ou o quê?
Cigarette Tax Corporate Income Tax
Dog License Tax
Federal Income Tax
Federal Unemployment Tax
Fishing License Tax
Food License Tax
Fuel P ermit Tax
Gasoline Tax
Hunting License Tax
Inheritance Tax
Inventory Tax
IRS Interest Charges (tax on top of tax)
IRS Penalties (tax on top of tax)
Liquor Tax
Luxury Tax
Marriage License Tax
Medicare Tax
Property Tax
Real Estate Tax
Service charge taxes
Social Security Tax
Road Usage Tax (Truckers)
Sales Taxes
Recreational Vehicle Tax
School Tax
State Income Tax
State Unemployment Tax (SUTA)
Telephone Federal Excise Tax
Telephone Federal Universal Service Fee Tax
Telephone Federal, State and Local Surcharge Tax
Telephone Minimum Usage Surcharge Tax
Telephone Recurring and Non-recurring Charges Tax
Telephone State and Local Tax
Telephone Usage Charge Tax
Utility Tax
Vehicle License Registration Tax
Vehicle Sales Tax
Watercraft Registration Tax
Well Permit Tax
Workers Compensation Tax
Ainda acha engraçado?
NENHUM desses impostos existia há 100 anos... e, os Estados Unidos, até recentemente, pelo menos, era a Nação mais próspera do Mundo... Não existia nenhuma dívida nacional e tínhamos a maior classe média do mundo...
O que aconteceu?
Simplesmente acreditamos nos políticos... "
Observações:
1 bilhão de segundos atrás era 1976 e não 1959.
1 bilhão de minutos atrás, Jesus já havia morrido há 73 anos. (pelo calendário gregoriano...)
1 bilhão de horas atrás significa há 114.156 anos. Sim, a "Idade da Pedra", período: "Paleolítico Médio".
1 bilhão de dias = 2.739.726 anos atrás. O primeiro "hominídio" totalmente bípede já existia: "Australopithecus Anamensis".
(Tradução, edição e observações do Freeman)