quarta-feira, março 19, 2008

A ignorância e a má-fé.


Não há nada pior na vida de uma nação do que a ignorância e a má-fé. Principalmente, quando ela predomina nas lideranças das instituições e no comando dos governos. Políticas públicas equivocadas marcam a vida dos povos de forma indelével, quase que permanente, pois mesmo as correções de rumo são custosas e demoradas.

Mas, deveríamos perguntar: governantes são assessorados por professores, empresários e consultores das mais variadas especialidades e do mais alto gabarito e, dessa forma, dificilmente errariam, ou pelo menos, não deveriam errar muito e não por muito tempo. Então, por que assistimos, cotidianamente, uma enxurrada de asneiras na definição das políticas públicas e nas ações dos nossos governantes?
Simples, não sendo por pura ignorância, são por absoluta má-fé.

Se observarmos a História recente do mundo, descobriremos onde predominam esses dois elementos perniciosos do comportamento humano. Quase que automaticamente, verificamos que as nações onde, predominantemente, esses fatores foram banidos da orientação governamental, encontramos a prosperidade e o desenvolvimento dos seus povos. Caso contrário, nos deparamos com a estagnação, a corrupção e a pobreza.

No Brasil republicano, com raríssimas exceções e, com ênfase a partir de Getulio Vargas, a combinação desses dois fatores quase sempre predominaram. Ao lermos Rui Barbosa, temos a impressão que ele se refere ao comportamento dos legislativos e executivos da atualidade e não do tempo em que viveu. É verdade que NADA supera, em amplitude, a banalização da ignorância e da corrupção deste que o PT assumiu o poder no Brasil...

Um dos últimos exemplos do festival de asneiras que predomina no país foi um eloqüente arroto de ignorância do senhor Lula da Silva, em matéria econômica. Obviamente, como ele não descobriu nada sozinho e sim com a ajuda dos “companheiros”, podemos, aí, configurar o dolo. Disse ele, após a recente ampliação das reservas internacionais, que o Brasil tinha passado de devedor a credor do mundo...
Nada mais falso. Pura ignorância e ou intencional má-fé.

Para os economistas sérios e atualizados, no conceito amplo e correto chamado “passivo externo líquido”, as obrigações do Brasil ultrapassam US$400 bilhões. Isto, já descontado os nossos ativos no exterior, bem como as nossas reservas internacionais. Além disso, o governo federal tem uma dívida pública interna enorme, que é equivalente a 40% do PIB brasileiro. Em números redondos outros US$400 bilhões...E dívida interna desse porte significa o comprometimento com impostos a pagar até de gerações futuras.
Se o que falamos aqui fosse apenas uma discussão acadêmica ou conceitual, menos mal. Acontece que, com esse raciocínio equivocado, o governo já se acha no direito de gastar mais...

Vivêssemos num país sério, menos ignorante e, onde a oposição política e as lideranças da sociedade tivessem algo mais importante a fazer, do que bajular os ocupantes do poder, tudo poderia ser diferente. Mas não. Por não cumprirem os seus papéis, endossam as políticas erradas que perpetuam a pobreza e a não geração de oportunidades para a sociedade.

Governos são meio e não fim, num pais civilizado.

Uma política correta para um crescimento significativo e contínuo seria o efetivo controle dos gastos públicos. Com isso, teríamos um crescimento da formação da poupança e, conseqüentemente, a elevação dos investimentos produtivos.
Estudos econométricos amplos indicam que a diminuição dos gastos dos governos tendem a depreciar a taxa de câmbio, bem como reduzir a taxa de juros. Menores gastos públicos abrem espaço para expandir as exportações líquidas, via depreciação do câmbio e aumentar os investimentos, via queda dos juros. E isso cria prosperidade.
O resto são medidas paliativas, enganosas, que podem até beneficiar um ou outro setor temporariamente, mas que escondem a verdadeira intenção dos governos medíocres e populistas que é de gastar perdulariamente, sem a mínima preocupação com o futuro.

A política econômica dos asiáticos, tão em moda atualmente,baseia-se em altas taxas de poupança e, conseqüentemente, em investimentos produtivos.
Na China, o investimento atual é da ordem de 40% do seu crescente PIB.
Na América Latina, que é uma região de baixo crescimento, esse número é 22%. No Brasil, a excepcional taxa de investimento em 2007 foi de 17,8%. O número inclui, obviamente, a maior parte de investimento privado.
Em 2008, para despesas gerais em torno de R$680 bilhões, os investimentos públicos previstos não passam de R$30 bilhões! Ridículo para um país que precisaria criar alguns milhões de empregos anualmente.

Mas não, aqui preferimos gastar com uma inchada e ineficaz burocracia, com a mais cara e injusta previdência social do mundo, e com as “bolsas esmolas”, que só servem para manter os “currais eleitorais” e para disseminar exemplos de indolência e parasitismo.
Aliado a isso, temos uma escandalosa remuneração nos legislativos brasileiros. Muito mais do que custam nos paises desenvolvidos e, muito acima do que merecem receber essa classe de privilegiados vagabundos profissionais.
Enquanto na França, um parlamentar custa o equivalente a R$2,8 milhões por ano; na Itália: R$3,9milhões e na Argentina: R$1,3; no Brasil eles custam ao contribuinte, em média, R$10,5 milhões. Os 24 deputados distritais de Brasília custam cada um: R$11,8 milhões e os vereadores do Rio ou São Paulo aproximadamente: R$5 milhões cada. E por aí vai...

Dessa forma fica difícil criar poupança pública e investir produtivamente.
O país carece de toda sorte de infra-estrutura: tem portos e aeroportos jurássicos; uma malha de transportes em péssimo estado (a exceção de S.Paulo).
Na vertente da educação, da saúde e da justiça, setores essenciais para o desenvolvimento e a civilidade do país, só encontramos o caos! E aqui não faltam gastos, falta eficiência, decência, trabalho!
Órgãos públicos mantém viciosa conduta megalômana. Via de regra, suas obras, ao invés de refletirem exemplos de probidade são faraônicas, ralos do desperdício e da corrupção, por onde também escoa o dinheiro dos cidadãos.

É preciso que a sociedade acorde e se manifeste contra esse estado de coisas. É preciso dar um basta e impor limites aos impostos que nós cidadãos pagamos. E exigir que eles retornem a sociedade na forma de oportunidades, para todos, equanimente. E para isso, é preciso afastar das instituições e dos governos a ignorância e a má-fé .

terça-feira, março 11, 2008

Por que não privatizar?


Mesmo não sabendo o significado exato da palavra “estratégia”, se alguém lhe perguntar se investimento em aeroporto é estratégico, você provavelmente responderá que sim.
Por isso, ninguém estranhou quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, saiu com essa: “Investimentos nessa área (aeroportos) são todos estratégicos”. E também passou batida a conclusão de Jobim: “E isso não é compatível com a administração privada”.

Mas é preciso fazer a pergunta: por que não é compatível?

Se lhe perguntarem se telecomunicações formam um setor estratégico, você responderá, pela mesma intuição, que sim. Ora, as telecomunicações, no Brasil, vão muito bem obrigado, muito melhor que os aeroportos da Infraero, e, êpa! São inteiramente privadas.
Convém pensar, portanto, o que seria estratégico. A palavra de origem: estratégia, é militar. Pelo Aurélio: “Arte militar de planejar e executar movimentos e operações de tropas, navios e/ou aviões, visando a alcançar ou manter posições relativas e potenciais bélicos favoráveis a futuras ações táticas sobre determinados objetivos”.
Certamente interessa a Jobim como ministro da Defesa, mas não deve ser disso que se trata quando se fala de investimentos em aeroportos civis. Convém passar, então, às acepções derivadas, a saber: “Arte de aplicar os meios disponíveis (ou de explorar condições favoráveis) com vista a objetivos específicos”.
O objetivo, no caso, só pode ser o de termos aeroportos eficientes, seguros, confortáveis e corretamente localizados. Os investimentos são os meios para se alcançar isso, estratégicos, portanto, mas de onde se conclui que não podem ser privados?
Investimento começa com dinheiro, que pode ser público ou privado. Por que deveria ser apenas público no caso dos aeroportos, especialmente quando se sabe que são privados muitos dos mais importantes aeroportos do mundo?
É provável que o ministro tenha usado o termo “estratégico” no lugar de “segurança nacional”, expressão vinculada ao regime militar de que todos querem distância. Deve haver algum conceito estratégico para segurança nacional, mas, mesmo sem conhecê-lo, qualquer um concluiria que um avião cheio de turistas partindo de Congonhas e descendo no aeroporto de Salvador não tem nada a ver com a segurança nacional. Idem para um jato lotado de homens e mulheres a trabalho na ponte aérea Rio - São Paulo.
Podem ir terroristas a bordo?
Isso pode, mas, felizmente, o Brasil está longe dessa ameaça. E, mesmo que estivesse perto, a prevenção do terrorismo é um trabalho da polícia, que pode ser feito em qualquer aeroporto, pertença ele à Infraero, a um cidadão, ou a um fundo de investimentos.

Em relação a “segurança nacional” o controle do tráfego aéreo, por exemplo, pode ser feito em conjunto com o pessoal da Aeronáutica. Aliás, nessa área, de responsabilidade do Estado, estamos mais do que vulneráveis, em dois aspectos: primeiro, nossos aviões da Força Aérea estão de tal modo sucateados que não resistiriam a duas horas de combate. Segundo, no que se refere a combater o tráfego aéreo das drogas, especialmente na Amazônia, outra responsabilidade do Estado muito mal conduzida.

Agora, o que tem de estratégico, mesmo no sentido de “segurança nacional”, definir, por exemplo, se Congonhas será ou não um aeroporto de conexões? Se cabe, ou não uma terceira pista em Cumbica? Se as companhias aéreas devem concentrar suas operações aqui ou ali?
Digamos que a localização de aeroportos é estratégica. Por exemplo, se forem construídos muitos aeroportos na Amazônia, isso pode facilitar uma eventual invasão dos novos jatos do Hugo Chávez ou a circulação dos aviões do tráfico de drogas. Mas, por esse argumento, também não se deveriam construir pontes ligando os países.
Aeroportos e pontes apóiam o desenvolvimento econômico. A função de segurança estratégica tem que ser cumprida pelas Forças Armadas e pelas polícias, não importa onde estejam ou a quem pertençam o aeroporto e a ponte. Resumindo, cabe ao governo garantir a segurança e a eficiência dos aeroportos, mas deve fazer isso com regulamentação e fiscalização, não com a propriedade dos aeroportos. Ao contrário, o governo é o dono dos aeroportos, e olha o que aconteceu!
Resta um argumento econômico. Segundo Jobim, investir em aeroportos na Amazônia - importante tanto para a segurança nacional quanto para desenvolver a região - é caro e não “traz rentabilidade ao capital investido”. Não dá lucro, logo, não pode ser privado.
Vai daí, conclui o ministro, que todos os aeroportos, os lucrativos e os que dão prejuízo devem ser igualmente estatais. Ora, trata-se de uma conclusão sem o menor sentido.
É justamente função do Estado investir ali onde a iniciativa privada não tem interesse ou não tem condições. Uma boa maneira de o Estado obter dinheiro é justamente privatizando e vendendo caro os setores lucrativos. Sem contar que se pode fazer negócio casado: quem comprar Congonhas, certamente um filé lucrativo, leva junto um osso. Congonhas perde valor nesse arranjo, mas pode ser uma boa estratégia.
As companhias de telecomunicações funcionam nesse esquema. Mas, se o ministro Jobim tiver razão, então é urgente reestatizar todo o setor de telecomunicações. A Embratel, por exemplo, que controla as ligações internacionais e alguns satélites, pertence a uma companhia mexicana. Já pensaram o risco que corremos se o Brasil entrar em guerra com o México?

Humor à parte, é preciso privatizar TUDO, no Brasil.
Na pior das hipóteses, tudo funcionará melhor. E quando não funcionar, poderemos reclamar com alguém. Não sendo monopólio, teremos a fundamental liberdade de escolha; poderemos boicotar o produto ou serviço, etc.. Se for do governo, bem...você sabe, pode reclamar com o Papa.
Lembram-se quando não existiam telefones e os que existiam custavam cinco mil reais? E como os governos não tinham recursos para investir, inventaram os planos de auto-financiamento em que pagávamos antecipadamente por dois ou três anos e na hora de instalar ainda atrasavam? Pois é, viva a eficiência estatal...Lembram-se do setor siderúrgico quando era estatal? E da Vale do Rio Doce? Que diferença essas companhias ontem e hoje!
Privatização não é boa apenas para dois tipos de pessoas: os vagabundos e os políticos mal intencionados (ou esquerdistas, o que dá na mesma). Vagabundos, não são um grande problema: ou se enquadram, ou vão para a rua. Agora, políticos... Aqui é que mora o perigo! Além de fazerem com as empresas, o que fazem com os órgãos públicos, isto é, um enorme cabide de empregos, onde o cidadão usuário é simplesmente desconsiderado, usam o poder econômico em benefício próprio.
E você sabe: poder político e poder econômico numa única mão significa: poder total, absoluto, tendente a ditatorial, e onde o cidadão se torna um simples refém do Estado e de seus dirigentes. Além da óbvia razão econômica, pela eficácia da gestão, a concentração de poder é a razão pela qual o Estado não deve possuir qualquer atividade econômica. Nem Petrobrás, nem Eletrobrás, nem Banco do Brasil, nem aeroportos, nem portos, nem NADA! (Se quiser conhecer mais detalhes de como privatizar clique aqui.)
Sob as mais ridículas e absurdas justificativas, os políticos querem mesmo é obter o poder total para manipular a sociedade ao seu bel prazer. Um Estado enxuto e eficaz, além de ser muito mais barato para os cidadãos, pode perfeitamente controlar qualquer atividade econômica através das leis e dos regulamentos. O resto é balela, é conversa para boi dormir, é mentira para enganar os cidadãos e manter seus espúrios privilégios.



O artigo original é de Carlos Alberto Sardenberg, está editado pelo Freeman.

terça-feira, março 04, 2008

A reforma que não reforma nada!


O governo brasileiro não sabe, mas, é certamente um seguidor incondicional do físico alemão Werner Heisenberg. Este fundiu a cuca dos seus colegas, em 1926, quando introduziu, na já difícil mecânica quântica, aquilo que ficou conhecido como o “princípio da incerteza”. A diferença é que Heisenberg apenas constatou que o próprio fato de observar partículas subatômicas criava uma incerteza insuperável em relação a elas. Já os governantes brasileiros, além de prolixos natos, têm como princípio usarem, propositadamente, a incerteza, como ingrediente, em seus métodos de trabalho.
É o que está acontecendo, mais uma vez, com essa denominada “reforma tributária”.
A incerteza começa no próprio fato. De que se trata? É uma carta de intenções? É uma proposta para discussão? É uma sugestão ao Congresso? É um projeto de lei? É um estudo para servir de base a um projeto de lei?
Não. Não é nada disso, e é quase tudo isso.
No entanto, o que temos é um esqueleto, um de balão-de-ensaio sobre eventuais soluções de antigos problemas, mais do que sabidos do sistema tributário brasileiro. E, previstos para funcionarem - se funcionarem - num prazo de oito a doze anos. Em tempo: o governo americano, recentemente, pôs no papel e enviou ao Congresso, em apenas três dias, medidas de desoneração fiscal no valor de US$ 150 bilhões. Ou seja, quando se quer, quando se tem vontade política de caminhar numa direção, as coisas acontecem. E, é óbvio que esta não é e, nunca foi a vontade do governo brasileiro.

O nosso sistema tributário contraria e atropela os princípios basilares de qualquer sistema tributário que se possa chamar de sério: a modicidade, a clareza e a estabilidade.
A tributação - diz a regra salutar - deve ser módica para que todos os contribuintes possam aceitá-la sem grande sacrifício financeiro e sem ceder à tentação de sonegá-la. Deve ser clara para que todo contribuinte, mesmo o menos instruído, possa entendê-la e saber como atendê-la. E deve ser estável, para que o contribuinte se habitue a cumpri-la sem sofrer torcicolos mentais para se adaptar a cada modificação.
É isso que a “reforma” nos oferece?
Não. Ao contrário, estamos cada vez mais distante disso. A modicidade só existiu nas épocas em que os governos eram totalmente ineptos na cobrança - a época da taxation with no exaction, diriam os americanos. Ainda hoje, há muito disso nos municípios que lançam o IPTU, mas não o cobram porque o prefeito não quer incomodar seus eleitores e prefere clamar por ajuda federal. Há cidades neste país onde até as sarjetas das ruas são obras do Ministério do Desenvolvimento (com direito a placa). E este é um outro problema: municípios e até estados criados sem possuírem autonomia financeira, condição que deveria ser essencial. Não, são criados para satisfazer barganhas políticas, aumentando os custos para a Nação produtiva.
Quanto à clareza, nem é preciso dizer que as legiões de despachantes, advogados e contadores deste país são devedoras de um monumento em praça pública, que rivalize com o Cristo do Corcovado, a ser erguido em homenagem ao “Burocrata Brasileiro” - esse diligente autor das leis, normas e regulamentos, que deixam todo mundo atarantado, mas que lhes garantem o ofício e os proventos.
No quesito instabilidade, o nosso sistema tributário certamente estaria entre os 10 mais instáveis do mundo. Perguntem a um uruguaio, argentino, ou americano quando ocorreu a última mudança no formulário de declaração do IR. Provavelmente, não se lembrarão. No Brasil, muda todos os anos e, quando não muda, as autoridades dizem que mudou só para confundir. A necessidade de mencionar o número do recibo de entrega da declaração do ano anterior - tida como a ''novidade'' deste ano, mostra o absurdo a que chegam os nossos burocratas para infernizar a vida dos contribuintes.

A ''reforma'' que o governo acaba de encaminhar ao Congresso, apenas consigna novos atentados aos bons princípios de um verdadeiro sistema fiscal. Provavelmente racionalizará, um pouco, a atual absurda e dispersa arrecadação – o que só beneficia o governo – mas, de fato, nos trará maior complexidade, maior instabilidade e, pode apostar, uma maior garfada no bolso dos contribuintes. Outra prova disso, é olhar a incógnita que é a base do novo IVA federal. Como ela, muitas das regras não estão definidas – propositadamente – que é, justamente, para manter os contribuintes na incerteza. E, no futuro, quando aprovada, poderão manipular alíquotas e outras variáveis ao seu bel prazer. Esta é a grande malandragem dos governos e seus corrompidos legisladores.

E vamos pensar: por que um governo imediatista, como o do presidente Lula - que está em campanha para ampliar sua base de aliados nas eleições municipais, deste ano - e que tem obtido assombrosos recordes de arrecadação, quereria uma reforma fiscal neste momento?
Pura encenação, pura balela!
Do jeito que foi proposta, a “reforma” não cria nenhum risco de balançar o andar da carruagem de Lula e a folgança financeira do seu governo. Só terá algum efeito - se tiver - daqui a muitos anos, quando o mundo e o Brasil forem outros.

Se quisermos ir ao âmago dessa questão, teremos que romper o ciclo de desiquilibrio de poder entre representantes e representados, entre contribuintes e gestores (ou usurpadores) do estado. De um lado temos os cidadãos-contribuintes, que apesar de quererem pagar menos impostos e desejarem receber serviços decentes do estado, não conseguem seus objetivos porque os seus representantes, via de regra, só pensam em locupletar-se â custa Estado. È um problema cultural, mais precisamente, de educação política e estrutura eleitoral.
O Estado é visto por uma grande parte da própria população, como fonte de salvação. Principalmente pelos menos capazes, pelos vagabundos por natureza e pelos larápios por vocação. Com um sistema de representação distorcido, e uma Justiça ineficaz, o país é um prato cheio para os desvios e os absurdos crescentes.
Ao cidadão só resta pagar.


O artigo original é do jornalista Marco Antonio Rocha. Está significativamente editado pelo Freeman.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A realidade das ideologias: como a esquerda ficou oca .


Imaginem como a esquerda está vivendo agoniada.
Com uma China capitalista a influência de Mao Tsé-tung se limita a enfeitar as notas de 20 yuans. E, em poucos anos de abertura ao capitalismo, a China tem mais milionários e bilionários que o Brasil.
Adeus às longas reuniões dos comunas para discutir qual das linhas ideológicas é mais válida: a chinesa, ou a russa. Eles viviam às turras para ver quem mais, legitimamente, representava o interesse dos oprimidos... Ora bolas, quem saiu do socialismo quer mesmo é melhorar de vida e consumir. Tanto na Rússia e seus antigos satélites, quanto na China.
Está aí, mais uma vez, a demonstração cabal da vitória do capitalismo, com todos os seus eventuais defeitos. Quem gosta de miséria (dos outros) são os intelectuais de esquerda...
A China gera lucros, prazeres e empregos.Tem US$ 1 trilhão em reservas internacionais, obtido por meio de vendas capitalistas para países capitalistas. A cada ano alguns milhões de chineses entram no mercado consumidor.
Fidel, a múmia, é carta fora do baralho. Fora do poder e sem saúde, não desperta mais o fascínio que, confesso, nunca entendi. A esquerda adorava a capacidade que Fidel tinha de entreter as massas com discursos de cinco horas. Achava isso fascinante. Passou despercebido um livro de um economista sueco sobre a economia do uso do tempo (Staffan Burenstam Linder, The Harried Leisure Class, Columbia University Press, no qual ele dá a resposta com muita simplicidade: isso só era possível porque não havia nenhuma alternativa em Cuba. Ninguém tinha mais nada para fazer em Cuba. Entre não fazer nada e ouvir Fidel, ouviam Fidel.
Já pensaram: um presidente do Brasil falando por cinco horas na televisão? Ninguém iria assistir, porque o povo tem mais o que fazer.
O sistema de saúde era “fantástico”, até que alguém perguntou: como a saúde pode ser excelente num lugar em que as pessoas não têm o que comer? A esquerda perdeu a chance de ser politicamente correta dizendo que, em Cuba, não havia obesos...
Li, em algum jornal, que a última vitória de Fidel foi ter colocado o embargo cubano como tema central na eleição americana. Ora, esse argumento só se sustenta quando as pessoas ignoram que o dinamismo do capitalismo o leva rapidamente para onde está o lucro. Com Fidel fora, Cuba terá que ser reconstruída. Os capitalistas já estão pensando nisso. E os cubanos, certamente, viverão muito melhor.
Revolucionários voltavam de Cuba dizendo que o país era maravilhoso. Deliravam com a pobreza, a miséria, as casas e os carros caindo aos pedaços. Chamavam de beleza do socialismo. Quando questionados sobre os problemas, admitiam que, realmente, “la revolución” tinha uns probleminhas.
Poucos direitistas iam a Cuba, mas, mesmo os esquerdistas, depois de meia hora de elogios, se diziam chocados com um outro “probleminha”: a extensão da prostituição. Alguém inventou a anedota sobre a suposta genialidade retórica de Fidel. Quando confrontado com alguém que lhe disse: “Mas, comandante, em Cuba as universitárias são obrigadas a prostituir-se.” Fidel teria respondido: “Mentira capitalista! No és que las universitarias tienem que ser prostitutas. La verdad és que, en Cuba, las prostitutas van a la Universidad.”
Os tempos mudaram.
Agora, a outra agonia dos comunistas é que não poderão mais pichar muros com as sete letras fatídicas: “Fora FMI!”
O FMI hoje é um ator em busca de um papel. Aposentam-se os funcionários e enxugam os quadros porque o FMI tem poucos clientes. Os países que mais tomavam emprestado do FMI aprenderam as lições do próprio Fundo. Não gastar mais do que ganham, realisticamente.
Certamente o FMI é um caso único de burocracia autodestrutiva: acabou com os problemas que o mantinham vivo e hoje batalha para encontrar um novo papel.
O prato final da esquerda também se esvaziou. Acabou a dívida externa, temperada com as “perdas internacionais”.
Que horror vai ser a vida daqui para adiante.
Nixon estava certo quando disse que o caso Watergate consumiu muitas toneladas de papel na década de 1970, nos anos 80 talvez rendesse uns livros, nos 90, alguns artigos e nos anos 2000 seria apenas algumas notas de rodapé.
Destino parecido terão, pelo menos, três temas prediletos da esquerda: Fidel, o FMI e o próprio comunismo.
Fidel não é mito. Caminha para virar nota de rodapé. O comunismo virou o capitalismo mais dinâmico do mundo no século 21. E o FMI batalha para sobreviver.
Os países, sensatamente, seguiram a sua receita, pararam de dar lucros ao Fundo e, controlando a inflação, melhoraram a vida de seu pobres.
Para a esquerda, 1968 foi o ano do protesto. 2008 é o do desalento. Pela primeira vez a esquerda não tem mais nada para celebrar com sua crítica.
Em tempo: nunca fui a Cuba, achava perda de tempo. Daqui a algum tempo, talvez vá.

Nota do Freeman: O artigo original é do professor Alexandre Barros, cientista político, e pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação do Centro Universitário Unieuro, de Brasília. Está significativamente editado pelo Freeman.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Pode confiar nos comunistas...




“O poder não me interessa. Depois da vitória, quero regressar à minha cidade e retomar minha profissão de advogado” (Fidel Castro, em entrevista ao jornalista Herbert Matthews, do NYT, 1957).

“Jamais poderemos nos tornar ditadores. (...) Eu sou um homem que sabe quando é preciso ir embora” (Fidel Castro, em 8/1/1959, no 1º discurso após sua entrada triunfal em Havana – Cit. in “A Ilha do doutor Castro, pg. 21).

“Cá entre nós, Cuba é muito pequena para mim. Por isso, mesmo se de fato sou um comandante como chefe da revolução, nem sempre quis aceitar a responsabilidade pelo governo. Minha aspiração suprema é sentar-me a uma mesa para governar o mundo inteiro junto com o norte-americano, o russo e o chinês. Eu, como representante do bloco das nações latino-americanas” (confidência de Fidel Castro ao padre jesuíta Alberto de Castro y Rojas – Cit. in “A Ilha do doutor Castro, pg. 26).


Bem... O resto é história e, todos sabemos o que aconteceu com o povo cubano...
E aqui no bananão, ainda se escuta os tolos necrológios dos esquerdiotas...


segunda-feira, fevereiro 18, 2008

É simplesmente I M P E R D Í V E L...



Também poderia ser interpretado por Lenin ou Stalin, mas Hitler é bem fotogênico.
Bastam dois clicks no "play" mas, cuidado para não cair da cadeira de tanto rir...

PS: parabéns à criatividade de quem editou...

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Excelência, defina "elite".


Quando alguém me pergunta qual o principal problema do Brasil atual, não hesito em responder: a falta de precisão vocabular.
Principalmente no âmbito do Estado brasileiro, vivemos sob o império dos sofismas, em que toda ilegalidade tem direito a um eufemismo, todo impostor tem livre acesso à honradez e toda bravata, possui o status de argumento.
Neste ambiente, o debate público, sério e fundamentado, se torna absolutamente inviável.
Exemplos existem aos montes, mas talvez nenhum deles seja tão grave quanto a utilização que se vem fazendo do termo "elite". Toda vez que um de nossos dirigentes precisa livrar-se de acusações, desqualificar opositores ou simplesmente neutralizar qualquer crítica, a palavra "elite" surge como o pecado feito verbo. Ela encarna tudo o que há de ruim e perverso, é o dolo em essência, o egoísmo mais nocivo, a traição concreta.
Curiosamente, essa "elite" não tem rosto. Ela é sempre o outro, o inimigo, o desafeto, o adversário, o opositor. Em suma: o dissenso. Diz-se pertencer à "elite" o indivíduo ou instituição que ouse questionar os atos do poder oficial.
Em qualquer língua do planeta, esse substantivo afrancesado -"elite"- inclui o estamento dirigente da nação. Salvo no idioma falado pelos próceres de nossa República. Aqui, ministros de Estado, secretários de governo, parlamentares, magistrados, diretores de bancos e empresas estatais, nenhum se julga parte da "elite". Tampouco são vistos como integrantes da "elite" usineiros heróicos, empreiteiros amigos, marqueteiros audazes ou banqueiros satisfeitos. Já o cidadão de classe média que manifesta publicamente o seu desagrado como Estado de anomia do país é, de imediato, acusado de tramar o eterno retorno das desigualdades sociais e da concentração de renda.

A ofensa é absurda, mas poucos se dão conta disso. Ora, quem paga os elevadíssimos impostos que, já de algum tempo, são cobrados no Brasil não pode ser acusado de responsável pelo atraso da Nação. Os verdadeiros culpados são aqueles que tomam esses impostos sem investir corretamente na educação do povo e no desenvolvimento de nossas forças produtivas. As "bandas podres" existem, disso não resta a menor dúvida. Mas hoje, tal como ontem, elas vivem em conúbio com o Estado.
O atual governo não moveu uma palha para mudar tal quadro. Pelo contrário, especializou-se em lotear cargos e apadrinhar o fisiologismo. Como pode, então, que os dirigentes continuem a ver nas vaias de alguns ou nas críticas da imprensa a mão conspiratória da "elite"? Dá vontade dedizer: "Excelência, defina elite!".
O uso sofístico do conceito de "elite" teve sua origem em nossa intelectualidade. Foi ela quem ensinou aos atuais homens de poder a conveniente manipulação da antinomia elite-povo e quem primeiro se auto-excluiu da tão odiosa "elite brasileira".

Ao passar décadas tratando a "elite" como um bloco monolítico e, sobretudo, ao fazer de conta que um país justo se possa estruturar sem elites técnicas, científicas, intelectuais, políticas, burocráticas, artísticas e econômicas, nossa intelectualidade transformou o conceito em um mero clichê ao dispor das lideranças populistas de viés autoritário. Basta-lhes agora dizer "eu sou o povo" e todo questionamento passa a estar identificado com a insatisfação da "elite reacionária". Basta-lhes repetir "o povo chegou ao poder" e o papel histórico da democracia se cumpre, tornando-se ela um instrumento obsoleto. Para que alternância de partidos se quem está de fora é a "elite"?

O debate sobre a crise aérea espelha à perfeição os efeitos nefastos desse pântano conceitual. Todas as críticas foram ditas "provenientes da elite". O próprio tema dos aeroportos em pane e do caos regulatório do setor é tratado como um assunto menor, de exclusivo interesse da "elite".
Dois aviões já caíram. Quantos mortos a mais serão necessários para que os governistas de plantão acordem de seu transe?
Nenhum povo jamais foi redimido pelo sucateamento dos setores de ponta da economia. Em um debate público sério, estaríamos agora discutindo a crônica incapacidade de nossos governos em assegurar a modernização da infra-estrutura do país.

Ao insistirmos na utilização oportunista de conceitos, continuaremos enfrentando crise após crise. O Brasil ficará para trás. A pobreza se eternizará.
E a democracia descerá pelo ralo.

Nota do Freeman:
Este ótimo artigo do diplomata Marcelo Otávio Dantas, chefe da Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores chegou-me por email, já há algum tempo.
É sutil e educado, próprio das elites - sem sofisma, ou interpretação pejorativa - (e das quais, também, tenho a honra de pertencer). Seria próprio para um país civilizado. Parece até que o nobre diplomata desconhece que o covil de analfabetos e criminosos que tomou conta do Estado brasileiro é tutelado pela velha fauna esquerdopata que se auto-denomina de “intelectuais”.
Foi editado pelo Freeman..

domingo, fevereiro 03, 2008

KIT FALTA DE VERGONHA




"Vai transar? O governo dá camisinha. Já transou? O governo dá pílula. Engravidou? O governo dá o aborto. Teve filho? O governo dá o Bolsa Família. Tá desempregado? O governo dá Bolsa Desemprego. Vai prestar vestibular? O governo dá o Bolsa Cota. Não tem terra? O governo dá o Bolsa Invasão e ainda te aposenta.

É a fórmula perfeita de conduzir a manada!
Perdeu a vergonha? Só não procure o governo porque isso ele não tem.
Esta é a associação que o este governo está fazendo: Carnaval e libertinagem, é uma forma de estabelecer o desvio como padrão, até que a boa conduta se converta em desvio. Está acontecendo e, estamos evidenciado aqui o segundo e fatal erro de tais campanhas (“moderninhas” na concepção de psicopatas oficiais e ONGs inescrupulosas), pois se há relação entre o avanço da AIDS e a promiscuidade sexual, quanto mais promíscuos houver, maior será a incidência da moléstia que supostamente se deseja combater. Além do que, é óbvio, estimula-se a falta de responsabilidade individual na população.

No carnaval deste ano, a falta de vergonha oficial alcançou seu ponto máximo. Tendo compreendido, talvez, que a camisinha não é um salvo-conduto perfeito, o governo instituiu, no conjunto de suas fantásticas ações, o kit falta de vergonha na cara.

Êta governinho de lascá!!!



Artigo original de Percival Puggina, está editado pelo Freeman.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Outros desperdícios...


Criado logo no início do primeiro mandato do presidente Lula da Silva para ouvir a sociedade, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) completa cinco anos de existência sem nunca ter conseguido emplacar um só conselho.

Obviamente, dentro do governo sempre se soube que isso iria acontecer. Tirando os interessados em disseminar a (falsa) idéia de que o “diálogo com a sociedade” ocorreria por intermédio dos seus 103 conselheiros, cujas opiniões serviriam para “orientar ações do presidente”, o Conselho nasceu fadado a produzir palavras ao vento. Não que faltassem nas discussões temas importantes. Discutiu-se a respeito de tudo: as reformas essenciais; leis trabalhistas; política econômica; estrutura do Estado; estratégias futuras, etc.. Mas o fato é que nenhuma proposta produzida pelo CDES teve qualquer repercussão ou acolhimento. Os conselheiros falaram literalmente para as paredes. Os próprios conselheiros atestam o vazio dessa estrutura de aconselhamento, mas dessas reuniões sobra apenas a conta das passagens e estadia dos debatedores. Mais um dos desperdícios brasileiros...

O pior não é o custo dessas reuniões inúteis. É o custo para a sociedade de prováveis medidas sérias não encaminhadas. Isto, pela desfaçatez de um governo populista e irresponsável e que usa o tempo de muitos cidadãos para nada. Em contrapartida, é ridículo que os seus membros não percebam a atitude maquiavélica do presidente e seus assessores em manter o conselho: para afagar egos; cooptar indecisos e desencorajar adversários...É certamente pela proximidade com o poder que a maioria dessas marionetes continuam indo lá! Por vaidade, por interesse em manter contatos para solucionar questões pessoais, tudo, menos para servir à sociedade.

E, obviamente há uma fauna completa por lá.
O sindicalista da CUT Arthur Henriques da Silva Santos, acha a experiência do “dialogo social muito positiva” mas não cita uma experiência produtiva sequer.
Zilda Arns, ex-coordenadora da Pastoral da Criança elogia no conselho “a possibilidade de todos se manifestarem”. Cezar Britto, presidente da OAB, comemora o fato de acontecerem “discussões fundamentais para a sociedade”, mas reconhece um “vácuo entre produção e execução”. O presidente do Sindicato dos eletricitários de S. Paulo, Antonio Carlos Reis, gostaria que “os conselheiros fossem mais ouvidos pelo governo”.

Mas, pelo andamento das reformas da previdência, política e sindical e outros tantos assuntos de interesse da Nação, vemos na prática o quanto vale, no Congresso, a chancela do chamado “Conselhão”...
O próprio Antonio Carlos traça um quadro do mundo real: “O presidente fala, os ministros falam, o presidente sai, os ministros saem e aí ficam os conselheiros falando. Dali a pouco, todo mundo vai embora” E nada acontece, faltou ele acrescentar.
O mais estranho, aqui também na opinião do Freeman, é gente teoricamente preparada como o presidente da Fiesp, Paulo Scaf, ser entusiasta de um conselho que opera nessas condições. É um crítico de quem não entende a função de aconselhamento. “O conselho não nasceu para tomar decisões”. Para ele o papel de assessoria está muito bem cumprido. “Se alguém entende que não, é porque não entende o que é um conselho consultivo”.

De fato. É difícil entender qual a serventia de um conselho cujos aconselhamentos (nenhum, por sinal) não são levados em consideração. Skaf não esclarece este simples detalhe, mas, dá pistas à respeito de outros aspectos.
Sobre a importância para si (eh, vaidade) “Me considero um membro do conselho do presidente” – para seus pares – “É uma oportunidade para as pessoas se conhecerem”.
Isto vindo de um representante dos empresários é de lascar!
E a eficácia, onde fica?
Convalidam um gasto inútil de recursos, avalizam uma propaganda enganosa e protagonizam muita conversa, para nada?
O que é isso senhor Skaf? Muitos dos conselheiros podem ser beócios, mas o senhor que representa um setor que só sobrevive se for econômico e eficaz, achar isso é demais...(ah! Esqueci: neste país muitos sobrevivem, simplesmente, por bajularem o rei).
E mais senhor Skaf: numa empresa séria, esta situaçao não duraria: Ou o conselho seria disolvido pela sua inutilidade, ou a diretoria seria exonerada por não dar ouvidos ao conselho!
Dizer que conselhos semelhantes existem em outros 70 países não justifica a questão! Pois não é sobre o funcionamento deles que se impõe uma justificativa e SIM sobre o serviço que prestam à sociedade, supostamente representada.

A secretária Esther Bemerguy enxerga nele o valor da “composição heterogênea” que não busca o consenso, mas “o entendimento” (?!?)
Dizemos nós: desde que em torno de algo com algum objetivo prático e legitimado pelo reconhecimento da sociedade.

E ainda acrescentamos: êta Brasilsinho, heim!



O artigo original é de Dora Kramer, está significativamente editado pelo Freeman.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Desperdícios brasileiros...


#1 – R$430 milhões em festas, congressos e conferências...

Desde o início da administração Lula da Silva, o governo federal já gastou 430 milhões de reais nesta rubrica informa o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).
Num momento em que o próprio presidente determinou a racionalização de gastos, esse tipo de despesa supérflua é uma das que mais crescem na esplanada dos Ministérios e nos demais poderes.
Entre 2001 e 2003, o gasto médio com essa finalidade era em torno de R$42 milhões ao ano. Pulou para R$111 milhões entre 2004 e 2007. A ONG “Federação Brasileira de Convetion e Visitors Bureau” (é isso mesmo como você leu), já recebeu R$110 milhões desde o início do governo Lula e está entre as vinte entidades privadas – sem fins lucrativos – que mais recebem recursos do governo federal, embora não conste da lista investigada pela Corregedoria Geral da União...Hoje, o faturamento dessa entidade é do mesmo nível do Sesi – o Serviço Social da Indústria, imaginem...


#2 – R$ 313 milhões com “copa e cozinha”...

Entre compra de materiais e contratação de serviços de garçom, os poderes da república já gastaram 313 milhões. Até 2003 essa média era de R$30 milhões (o que não é pouco), em 2007 subiu para R$88 milhões.
E nós apertamos o cinto quando temos que pagar de R$800 a R$1000 reais/mês para uma empregada doméstica...


#3 – R$1,1 bilhão em “apoio administrativo”...

Outro gasto alarmante da União está na evolução dos números com “serviços de apoio administrativo”, que passaram de R$408 milhões para R$1,1 bilhão em 2007.
O que você pensa “meu”? Sindicalista gosta de emprego, NÃO de trabalho...


#4 – R$ 726 milhões em combustíveis...
A conta de combustíveis para abastecer os veículos oficiais também cresce velozmente: de R$312 milhões em 2002 para R$726 milhões em 2007.
Bem...imagine todos esses recursos sem sair do bolso dos cidadãos que pagam impostos...Que enorme bem que faria, ao invés de estarem malbaratados por esse governo de analfabetos, mentirosos e malandros enganadores de primeira...


Matéria de Sérgio Gobetti do Estadão