quarta-feira, junho 27, 2007

"Quero meu País de volta."














Bruno Lucio de Carvalho Tolentino 1940 - 2007

Peço licença para intercalar este post, na série "Tiranias na Democracia", para homenagear uma grande inteligência brasileira. Grande ao ponto de não ser divulgado o quanto merece e, evidentemente, boicotado pela mediocridade que predomina no cenário brasileiro.

Faleceu Bruno Tolentino. Verdadeiro poeta e intelectual brasileiro. Autor da frase título e ainda da frase "Sequestraram a inteligência brasileira" ditas, não em 2007, mas em 1996 numa MONUMENTAL e DEMOLIDORA entrevista - que guardo como relíquia - e que está reproduzida no blog do Reinaldo Azevedo. Perde o Brasil. Perdem todos aqueles que tem uma noção clara do que realmente significa a palavra INTELECTUAL.


Confiram um pouco o mestre do "enjambement", em "O Espirito da Letra" :

Ao pé da letra agora, em minha vida
há a morte e uma mulher... E a letra dela,
a primeira, me busca e me martela
ouvido adentro a mesma despedida

outra vez e outra vez, sempre espremida
entre as vogais do amor... Mas como vê-la
sem exumar uma vez mais a estrela
que há anos-luz se esbate sem saída,

sem prazo de morrer na luz que treme?!
O mostro que eu matei deixou-me a marca
suas pernas abertas ante a Parca

aparecem-me em tudo: é a letra M
a da Medusa que eu amei, a barca
sem amarras, sem remos e sem leme..."


Bruno, a você o meu respeito e a minha homenagem.

terça-feira, junho 19, 2007

Tiranias na Democracia - 2


A origem das normas fundamentais

O termo “Democracia”, que tem a conotação de um regime político aberto, participativo, representativo, isonômico, respeitador do Estado de Direito, etc. é usado por inúmeros países. Infelizmente, a atribuição é enganosa e não representa a completa realidade dos fatos.
Na prática, poucos países podem demonstrar no cotidiano da conduta de suas instituições, estas tão necessárias características .

Aliás, democracia, aqui, é um termo genérico. Talvez devesse ser república.
Como veremos mais adiante, ao abordarmos algumas das principais contribuições, os filósofos que preconizaram o estabelecimento da liberdade (dos cidadãos) como base para uma forma de governo, não vincularam a democracia a esse sistema. Poderia ser uma monarquia, não despótica, e desde que constitucional e republicana. Um regime constitucional representativo, baseado na liberdade individual e no efetivo estado de direito.

O mundo político entre os séculos XVII e XVIII era dominado por regimes monárquicos absolutistas, muitos dos quais tirânicos. Esta foi a escola para os pensadores que buscavam a liberdade como filosofia de vida.
Podemos imaginar, então, que a evolução do pensamento liberal percorreu um longo caminho até tornar-se um sistema político. E aqui outra ressalva: os proponentes das políticas liberais, infelizmente, nunca lograram alcançar todos os seus propósitos. Mesmo na Inglaterra, que é chamada a terra natal do liberalismo.
Em que pese ter sido bastante limitada, a supremacia das idéias liberais foram, ainda assim, suficientes para mudar a face da Terra.

Locke, Kant, Hume, Smith, Tocqueville, Stuart Mill, Montequieu, estão entre os homens que dedicaram grande parte de suas vidas a causa da Liberdade.

As Normas

Para prevenirem o arbítrio despótico, eles e outros nomes não menos importantes, idealizaram um sistema de governo imune aos abusos de quem quer que estivesse no poder.
Formularam um sistema de governo onde prevaleceriam os ditames da verdadeira lei, e não a vontade dos homens no poder. Um sistema fundamentado na liberdade individual e no princípio do Estado de Direito, onde o voto – simples processo de escolha – era apenas uma das características.O verdadeiro Estado de Direito significa a adoção de dois princípios fundamentais que o homem civilizado aprendeu após essa longa vivência:
O primeiro, que todos os órgãos de um sistema de governo devem ter perfeitamente definidas e limitadas as suas funções (a separação e limitação dos poderes institucionais) e,
Segundo, que as leis para serem verdadeiras devem possuir os seguintes atributos: serem normas gerais de justa conduta, iguais para todos, e aplicáveis a um número indefinido de casos futuros. Portanto, normas gerais, abstratas, prospectivas, isonômicas.

A isonomia no Brasil

Não se deve confundir Estado de Direito com a pseudo legalidade que os políticos não se cansam de usar. Para isso, utilizam instrumentos coercitivos de toda a espécie, que podem ser denominados de qualquer coisa, menos de Lei. Para um grande número deles, as “leis” não precisam ser iguais para todos (principalmente para eles), podem ser discricionárias, ante esse ou aquele segmento da sociedade, e até, retroativas.

No quesito da isonomia, os exemplos brasileiros são inúmeros e simplesmente chocantes.
Enquanto vemos os políticos brasileiros acusados de corrupção, fraude e desvio de verbas públicas terem FORO PRIVILEGIADO, nenhum cidadão SEQUER pode prestar concurso a cargo público se estiver sendo processado...
Da mesma forma, políticos e servidores públicos têm critérios de aposentadoria extremamente privilegiados se comparados ao do trabalhador comum. Enquanto o setor privado que contribui com 70% da receita da previdência recebe em benefícios menos de 20%; o setor público recebe mais de 70% dos benefícios contribuindo com menos de 20% da receita.

E é incrível, que muitos brasileiros ainda acreditam que basta votar, trocando os homens do poder, que todos os problemas se resolverão! E acham que, por votarem, estamos todos na “Democracia Plena”...
A representatividade popular obtida eleitoralmente, não é condição suficiente para garantir um regime verdadeiramente livre e democrático. Precisamos também responder à questão fundamental de como os representantes eleitos governarão para o povo.

O que a grande população ignora, é que a simples aplicação do método democrático de escolha, sem uma clara definição que estabeleça os limites de ação do governo, é comparável à troca de monarcas. O que precisamos é justamente definir na Constituição esses limites. Uma Constituição tem por objetivo, exatamente, definir as normas de um sistema de governo, e não tratar de detalhes trabalhistas e outras aberrações.
A nossa irresponsável Constituição de 1988 demonstra claramente o fabuloso “niver” dos nossos políticos, em geral, e do que foram os constituintes em particular...
O que ocorre nos nossos dias é que, sem uma clara definição de atribuições, bem como, sem a efetiva separação de poderes, os políticos manipulam a máquina governamental a seu bel prazer! E esta é outra razão para que o Estado não possua qualquer atividade econômica!
(a continuar)

quarta-feira, junho 13, 2007

Tiranias na Democracia - 1


“Numa Nação Livre os cidadãos definem os limites de poder que concedem ao Estado e aos seus dirigentes. Num País que não o é, os governantes resolvem as liberdades que concedem aos seus cidadãos”.
Este aforismo de J. Goldsmith, que é um dos meus prediletos, resume com precisão o tema central de uma série de artigos que pretendo aqui publicar.
É uma tentativa esperançosa de, ao sintetizar alguns dos princípios originais da Democracia, ajudar a esclarecer e a difundir as verdadeiras causas (e as possíveis soluções) das mazelas políticas brasileiras. Coisa que os políticos não se cansam de complicar.
Se conseguirmos algum êxito - qualquer êxito, certamente estaremos ajudando, também, a minorar a imensa frustração que todos sentimos como cidadãos desta espoliada república.

Por mais que a história brasileira seja eivada de maus exemplos e corrupção, jamais o país passou por igual amplitude de ausência de moral e ética pública.
Políticos inúteis e uma enorme corte de burocratas e parasitas saqueiam a Nação! E o fazem, impunemente, sob a égide do Estado desvirtuado de suas funções e que, ainda, lhes empresta uma imagem pretensamente neutra e justa, pois agem em nome do povo!

A esfera pública tornou-se sinônimo de corrupção, de enriquecimento fácil, de privilégios que a nação trabalhadora não tem.
E o enorme paquiderme oficial, administrado de forma perdulária e patrimonialista não presta nenhum serviço decente à Nação. Pelo contrário, engole recursos estratosféricos só para manter a indolência e a arrogância das suas castas corporativas.
O Estado brasileiro tornou-se um fim para si próprio.
Enquanto espremem a sociedade com tributos escorchantes, confabulam negociatas fascinantes... Enquanto os parasitas do Estado prosperam a Nação produtiva empobrece!

Como sair desta situação?
Por que os políticos só dão desculpas e continuam prometendo sempre para o amanhã?
Por que as coisas boas não podem acontecer agora, para as gerações atuais?

Bem... Fora a gatunagem explicita, basicamente por três motivos:
Em primeiro lugar, porque somos uma imensa platéia inculta, desinformada do essencial no que se refere às regras básicas para o funcionamento sadio de uma Nação, de um regime constitucional – representativo, de uma democracia autêntica.
Em segundo lugar porque as democracias verdadeiras pressupõem a participação efetiva e consciente de parte substantiva de suas populações. Não só nas eleições. Coisa que não acontece conosco.
Em terceiro lugar, porque a nossa democracia está desvirtuada. E entre esses desvios está o sistema de representação. Isto é, não somos verdadeiramente representados.
E é este o nosso calcanhar de Aquiles! Este é o verdadeiro desafio brasileiro.
(a continuar)

terça-feira, junho 05, 2007

Um pouco de História...








História da Solenidade de Corpus Christi


No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.
Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.
Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparêncai de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.
Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácolo de Lieja, mais tarde o Papa Urbano IV.
O bispo Roberto ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte, ao mesmo tempo o Papa ordenou, que um monge de nome João escrevesse o ofócio para essa ocasão. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.
Dom Roberto não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte a quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu os costume e a o estendeu por toda a atual Alemanha.
O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real., no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais -onde se apóia o cálice e a patena durante a Missa- em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.
O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que asistirem a Santa Missa e o ofício.
Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou um ofício -a liturgia das horas- a São Boa-ventura e a Santo Tomás de Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura foi rasgando o seu em pedaços.
A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recopilação de leis -por João XXII- e assim a festa é estendida a toda a Igreja.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
Finalmente, o Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte: ACIdigital


sábado, junho 02, 2007

Perguntas Sem Respostas.





O jornalista Paulo Saab reproduziu esta semana em sua coluna, perguntas que recebeu de um de seus leitores.

1. Por que o presidente do povo usa terno Armani?

2. Por que ao presidente do povo é permitido exercer o seu cargo sem que tenha concluído o ensino fundamental enquanto um gari necessita tê-lo completo?

3.Por que o presidente do povo é considerado “perseguido político” se passou apenas uma noite preso no antigo Dops?

4.Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez; aposentadoria de deputado federal; pensão vitalícia de “perseguido político”; salário de presidente de honra do PT e salário de presidente da república?

5. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez, apenas por ter um dedo a menos, e hoje trabalha como presidente da república?

6. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudado, ser filho de mãe analfabeta e ao mesmo tempo achar normal ter filhos estudando fora do Brasil?

7. Por que o presidente do povo, quanto deputado federal, não participava da vida parlamentar no Congresso?

8. Por que o partido do presidente do povo tem ligações com a Farc e ninguém comenta isso?

9. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada?

10. Por que a senadora Heloisa Helena foi expulsa do PT, enquanto José Dirceu e Antonio Palocci não o foram?

11. Por que o presidente do povo não sabe nada do seu partido e do seu governo mas diz saber tudo sobre os governos anteriores?

12. Por que o presidente do povo protege seus amigos, comprovadamente corruptos, e não acontece nada com ele?

13. Por que o presidente do povo não sofreu “impeachment” até hoje?

14. Finalmente, a pergunta mais difícil: Por que tantos intelectuais, cientistas políticos, professores universitários, jornalistas e outros membros das chamadas elites do país continuam apoiando o presidente do povo?

E, após disponibilizar a sua coluna para essas manifestações, comenta com propriedade:

A passividade da população brasileira diante dos descalabros feitos com o seu dinheiro, com sua dignidade e sua honra, é algo que me assombra!
As lideranças que temos desviam os assuntos, desvirtuam manifestos, e direcionam protestos e greves para seus interesses peculiares. Manipulam categorias e desviam a atenção do que está verdadeiramente podre, escondido pelo populismo, pela demagogia e por debates absolutamente inúteis. Isso ocorre nos níveis: patronal, do trabalhador, estudantil, dos movimentos ditos sociais, dos servidores públicos, etc..

O fato é que o Brasil, hoje, não tem lideranças descomprometidas que, sem rabo preso, ou envolvimento com quadrilhas possa, de fato, representar os verdadeiros interesses da população.
A sociedade desmobilizada gasta sua energia autoconsumindo sua indignação, sua revolta, enquanto é incapaz de entender o que passa a sua volta, numa passividade bovina...

o artigo foi editado pelo Freeman.



sexta-feira, maio 25, 2007

IBAMA: espelho da competência estatal...



  • O Instituto Brasileiro de Analfabetos e Mal Intencionados Amadores divulgou, na semana passada, o seu relatório “técnico” sobre a viabilidade ambiental das hidroelétricas de Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira.
    Segundo o jornalista João Domingos, nas 221 páginas do revelador relatório, os oito ”técnicos” que assinam o documento, utilizaram 707 vezes a palavra “não”, quase sempre para desqualificar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), documentos fundamentais para concessão da licença prévia para as obras.

Os argumentos utilizados – todos muito parecidos – são tão absurdos e de um primarismo tão grande que só podem ser qualificados como de pura má fé!
Dentre as pérolas descabidas, inconseqüentes e levianas do documento, estão a menção ao Tratado de Tordezilhas (que por sinal expirou em 1750), um detalhamento sobre a população carcerária de Rondônia(?!)... Além da menção, também restritiva, sobre a necessidade de transferência de 2.849 pessoas da área...
Tem mais: “... Não houve o correto dimensionamento da área de campinarana que poderá ser afetada pela elevação do lençol freático; também não foi corretamente avaliado o impacto das perdas de áreas de lazer e alteração do potencial turístico”.

Bem... para não termos um ataque de riso incontrolável, creio que os exemplos das asneiras e das manifestações irrelevantes dessa trupe circense do Ibama já é suficiente!
E para não sermos chamados de críticos maldosos, faremos, como leigos, (mas não analfabetos) os seguintes comentários:

  • Só um açude no Ceará, o Castanhão, deslocou mais de 20.000 pessoas...E segundo informações atuais, a maioria das duas mil pessoas da área do projeto hidroelétrico, são garimpeiros ou aventureiros que além de poluir as águas da região com mercúrio, não tem qualquer respeito pelo meio ambiente...(o que, na minha opinião, é justificativa suficiente para serem amarrados lá, enquanto o nível das águas sobe...)
  • Campinarana é só uma campina que começa a cobrir-se de mato...O seu quintal também pode ser afetado pelo nível do lençol freático quando chove muito...
  • Quanto a fundamental relação do Tratado de Tordezilhas e da população carcerária de Rondônia com a futura hidroelétrica, minha opinião "técnica" é: Pu*&Ta%#Qo*#§Bos%¨tªa+=! Que em português significa: O que tem a ver a extremidade inferior do intestino grosso, com as calças?
  • Impacto das perdas do potencial turístico? Lá? Pelo amor de Deus, será que eles não têm nenhum respeito e cuidado com as próprias mamãezinhas?
  • O que essa dupla quadra de imbecis não diz e nem se preocupa é que o projeto do Madeira vai gerar 6,5 mil megawatts – metade de Itaipu – para beneficiar 180 milhões de brasileiros; serão investidos R$20 bilhões na região; e que uma as vantagens desse projeto é que ele prevê o aproveitamento do movimento horizontal do rio, diminuindo a necessidade de grandes represas...

    Isto, meus amigos é um discreto exemplo das sábias decisões que acontecem, cotidianamente, nos inúmeros órgãos burocráticos oficiais existentes no parasítico estado brasileiro.
    E depois você vem dizer que não entende o porquê de tudo ser tão caro, complicado, e atrasado "neztepaís"...

foto: flagrante de um dos técnicos do Ibama em plena atividade

terça-feira, maio 15, 2007

Nós colhemos o que plantamos...

Dear God:
Why didn't you save the school children ?
Sincerely,
Concerned Student
Reply:
Dear Concerned Student:
I am not allowed in schools.
Sincerely,
God
Após um mes do "massacre" na Virginia Tech, muito se escreveu sobre suas causas...
A que recebí de um amigo, pareceu-me a mais singela e verdadeira.
How did this get started?...
Let's see, I think it started when Madeline Murray O'Hare complained: She didn't want any prayer in our schools.
And we said, OK.
Then, someone said: you better not read the Bible in school.
The Bible says: “thou shalt not kill; thou shalt not stealand love your neighbors as yourself."
And we said, OK...
Dr. Benjamin Spock said: We shouldn't spank our children when they misbehaved because their little personalities would be warped and we might damage their self-esteem.
And we said: An expert should know what he's talking about so we won't spank them anymore..
Then, someone said:
Teachers and principals better not discipline our children when they misbehave.
And the school administrators saidno faculty member in this school better touch a student when they misbehave because we don't want any bad publicity,and we surely don't want to be sued.
And we accepted their reasoning...
Then some of our top elected officials said:
It doesn't matter what we do in private as long as we do our jobs.
And we said: It doesn't matter what anybody, including the President, does in private as long as we have jobs and the economy is good....
And someone else took that appreciation a step further and published pictures of nude children and then stepped further still by making them available on the Internet.
And we said, everyone's entitled to free speech....
And the entertainment industry said:
Let's make TV shows and movies that promote profanity, violence and illicit sex...
And let's record music that encourages rape, drugs, murder, suicide, and satanic themes...
And we said:
It's just entertainment, and it has no adverse effect and nobody takes it seriously anyway, so go right ahead.
Now, we're asking ourselves why our children have no conscience, why they don't know right from wrong, and why it doesn't bother them to kill strangers, classmates or even themselves.
Undoubtedly, if we thought about it long and hard enough, we could figure it out.
I'm sure it has a great deal to do with...
"WE REAP WHAT WE SOW."

domingo, maio 13, 2007

Suave retorno...


Após duas semanas de ausência...um suave retorno.
A imagem é presente de um amigo prepararando-me para enfrentar a obscena realidade política brasileira...
A íncrível foto é o pôr-do-sol no Polo Norte com a lua em seu ponto mais próximo da Terra.

sexta-feira, abril 27, 2007

Ainda há juízes em Berlim.




Em 1745, o rei Frederico II da Prússia, ao olhar pelas janelas de seu recém-construído palácio de verão, não podia contemplar integralmente a bela paisagem que o cercava. Um moinho velho, de propriedade de seu vizinho, atrapalhava sua visão. Orientado por seus ministros, o rei ordenou: destruam o moinho!O simples moleiro (dono de moinho) de Sans-soussi não aceitou a ordem do soberano.O rei, com toda a sua autoridade, dirigiu-se ao moleiro: Você sabe quem eu sou? Eu sou o rei e ordenei a destruição do moinho!O moleiro respondeu não pretender demolir o seu moinho, com o que o rei soberano redargüiu: Você não está entendendo: eu sou o rei e poderia, com minha autoridade, confiscar sua fazenda, sem indenização!Com muita tranqüilidade, o moleiro respondeu: Vossa Alteza é que não entendeu: ainda há juízes em Berlim!Moral da história: é importante estimular a consciência cívica e rememorar a biografia desses grandes homens que fizeram a história da humanidade, para que não se percam os poderes de indignação e de ação.O moleiro não sabia se os juízes de Berlim iriam decidir a seu favor e isso não era o mais importante.O relato serve para não permitir o esquecimento sobre a importância da independência do magistrado - valor dele inseparável. A condição de livre, honesto, independente e obediente sim, mas apenas à lei e à sua própria consciência.Como dizia Cícero em sua antítese: “Devemos ser escravos da lei para poder ser livres”.“O direito é uma proporção real e pessoal, de homem para homem, que, conservada, conserva a sociedade, corrompida, corrompe-a” (Dante Alighieri).Essa história é verdadeira e, em momentos importantes, merece sempre ser lembrada. O moinho (símbolo de liberdade) ainda impera soberano ao lado do Castelo (Palácio de Sans-soussi, em Potdsdam, cidade a 30 minutos de Berlim).

Este texto, escrito já há algum tempo e provavelmente sob outro contexto pelo juiz Roberto Bacellar, de Curitiba, terminava com a frase:"Graças a Deus, ainda há juízes no Brasil".

Diante de toda impunidade "oficial"; diante de todas as amostras explicitas de imoral corporativismo e troca de favores entre os membros dos três poderes; diante dos infindáveis escândalos dentro do próprio judiciário envolvendo juizes e desembargadores (dos quais apenas parte vai para a mídia), o Freeman pergunta: será verdade?
Brasília infelizmente, parece não ser Berlim.

quinta-feira, abril 19, 2007

Atenção pais: diploma porno-comunista para seus filhos!


Era o que nos faltava!
Não bastasse a exuberante mediocridade da pedagogia comunista nas escolas, agora temos uma variação: a versão pornográfica.
É um assunto grave que deveria ter a atenção de todos os pais que tem filhos em idade escolar.
Vejam o que nos conta a jornalista e mãe Miriam Macedo:
Acabei de tirar minha filha, de 14 anos, do Colégio Pentágono/XXX (unidade Morumbi - São Paulo) em protesto contra o método pedagógico "porno-marxista" adotado pela escola no ensino médio este ano. O xxxxxxx XXX, xxx xxxxxxx xxxx xxxxxxxx xxx-xxxxxxxxxx xx xxxxx xx xx xxxx xx Xxxxxxxx Xxxxx-XX, xxxx xxxxxxxxxx xxxx xx.
IDENTIFICAÇÃO SUPRIMIDA POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL PROFERIDA PELO MM. JUIZ DA 5ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE RIBEIRÃO PRETO-SP, NOS AUTOS DO PROC. Nº 586/07

As provas de desvio moral-ideológico são incontáveis.
Numa apostila de redação, a escola ensina "como se conjuga um empresário" e, para tanto, fornece uma seqüência de verbos retratando a rotina diária deste profissional:

"acordou, barbeou-se... beijou, saiu, entrou... despachou... vendeu, ganhou, lucrou, lesou, explorou, burlou... convocou, elogiou, bolinou, estimulou, beijou, convidou... despiu-se... deitou-se, mexeu, gemeu, fungou, babou, antecipou, frustrou... saiu... chegou, beijou, negou, etc, etc".
A página 4 da apostila de Gramática ostenta a letra de uma música de Charlie Brown Jr, intitulada Papo Reto (Prazer É Sexo O Resto É Negócio) - assim mesmo, tudo em maiúscula, sem vírgula. Está escrito:
"Otário, eu vou te avisar:
o teu intelecto é de mosca de bar
(...) Então já era,
Eu vou fazer de um jeito que ela não vai esquecer".
Noutro exemplo, uma letra de Vitor Martins, da música Vitoriosa:
"Quero sua alegria escandalosa
vitoriosa por não ter vergonha
de aprender como se goza"
As apostilas de História e Geografia, pontilhadas de frases-epígrafes de Karl Marx e escritas em português ruim, contêm gravíssimos erros de informação e falsificação de dados históricos. Não passam, na verdade, de escancarados panfletos esquerdistas que as frases abaixo, copiadas literalmente, exemplificam bem:
"Sabemos que a história é escrita pelo vencedor; daí o derrotado sempre ser apresentado como culpado ou condições de inferioridade (sic). Podemos tomar como exemplo a escravidão no Brasil, justificada pela condição de inferioridade do negro, colocado (sic) como animal, pois era” desprovido de alma . Como catequizar um animal? Além da Igreja, que legitimou tal sandice, a quem mais interessava tamanha besteira? Aos comerciantes do tráfico de escravos e aos proprietários rurais. Assim, o negro dava lucro ao comerciante, como mercadoria, e ao latifundiário, como trabalhador. A história pode, dessa forma, ser manipulada para justificar e legitimar os interesses das camadas dominantes em uma determinada época".
(Sandice é dizer que a Igreja legitimou a escravidão. Em 1537, o Papa Paulo III publicou a Bula Veritas Ipsa (também chamada Sublimis Deus), condenando a escravidão dos 'índios e as mais gentes'. Dizia o documento, aqui transcrito em português da época, que "com authoridade Apostolica, pello teor das presentes, determinamos, & declaramos, que os ditos Indios, & todas as mais gentes que daqui em diante vierem á noticia dos Christãos, ainda que estejão fóra da Fé de Christo, não estão privados, nem devem sello, de sua liberdade, nem do dominio de seus bens, & que não devem ser reduzidos a servidão").
Outra pérola do samba do crioulo doido, extraída da apostila de História:
"O progresso técnico aplicado à agricultura (...) levou o homem a estabelecer seu domínio sobre a produção agrícola em detrimento da mulher".
(OK, feministas. Agora, tratem de explicar a importância e o poder das inúmeras deusas na mitologia dos povos mesopotâmicos, especialmente Inana/Ishtar, chamada de Rainha do Céu e da Terra, Alta Sacerdotisa dos Céus, Estrela Matutina e Vespertina e que integrava, com igual poder, a Assembléia dos Deuses, ao lado de Anu, Enlil, Enki, Ninhursag, Nana e Shamash. Na Suméria,"tanto deuses quanto deusas eram patronos da cultura; forças tanto femininas quanto masculinas estavam envolvidas com a criação da civilização. A realidade dos papéis das mulheres dentro de casa estava em perfeito acordo com a projeção destes papéis no mundo divino". (Tikva Frymer-Kensky em seu livro de 1992, In the Wake of Goddesses: Women, Culture and Transformation of Pagan Myth. Fawcet-Columbine, New York).
Mais delírio marxista de viés esquerdológico:
"Estas transformações provocaram a dissolução das comunidades neolíticas, como também da propriedade coletiva, dando lugar à propriedade privada e à formação das classes sociais, isto é, a propriedade privada deu origem às desigualdades sociais - daí as classes sociais - e a um poder teoricamente colocado acima delas, como árbitro dos antagonismos e contradições, mas que, no final de tudo, é o legitimador e sustentáculo disso: o Estado". (Definição de propriedade privada, classes sociais e de Estado, em sentido marxista, no neolítico, nem Marx!).
Calma, não acabou: No capítulo sobre a Mesopotâmia, a apostila informa que o deus Marduk (grafado Manduque) ordenou a 'Gilgamés' que construísse uma arca para escapar do dilúvio. (Gilgamesh é, na verdade, descendente do Noé caldeu/sumério, chamado Utnapishtin/Ziusudra. É Utnapishtin que conta a Gilgamesh a história da arca e do dilúvio. Há versões em que Ubaretut, filho de Enki, é que é o verdadeiro Noé, Utnapishtin apenas revela a história do dilúvio a Gilgamesh).
Outro trecho informa que o "dilúvio seria enviado por Deus, como castigo às cidades de Sodoma e Gomorra". (Em Genesis (19,24), lê-se: "O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra". Além disto, a destruição de Sodoma e Gomorra nada tem a ver com Noé, e sim, com o patriarca Abraão e seu sobrinho Ló).
Outros achados:
"Diz a tradição que Sargão era filho de um jardineiro, o que nos faz pensar que, nesta época, como era possível alguém das chamadas camadas baixas da sociedade, ter acesso ao poder?" (Que reflexão revolucionária! E que estilo!)

No capítulo “Geografia das contradições" lê-se:
"Uma das graves contradições relaciona-se à economia: na sociedade capitalista quase todos trabalham para gerar riquezas, mas apenas uma minoria burguesa se apropria dela(sic)" (...) Por outro lado, é necessário compreender que a sociedade foi e é organizada por meio das relações sociais de produção. Entre nós, e na maioria dos países, temos o modo de produção capitalista, em que a relação básica é representada pelo trabalho. Nele encontram-se os proprietários dos meios de produção e os trabalhadores que, não possuindo os meios de produção, vendem sua força de trabalho". (Marxismo puro, simples assim)

O mais grave é que estas apostilas, de viés ideológico explícito, vêm sendo adotadas por um número cada vez maior de escolas no País. Além das escolas próprias, o XXX faz parcerias com quem queira adotar o xxxxxxx, como aconteceu este ano com o Colégio Pentágono, onde minha filha estuda desde o primário.
Estas apostilas têm de ser proibidas e as escolas-parceiras e o XXX têm de ser responsabilizados.

É a escuridão reinante".

Repito aqui a nota pessoal no final do post "O Lixo Pedagógico" de 5 de Setembro de 2006 também sobre o assunto, e as razões para colaborar com o grupo "Escola Sem Partido". No site deles, aliás, você poderá ler (se estiver com vontade de dar boas risadas) a hilariante resposta do xxxXXX.
Nota do Freeman:
O advogado Miguel Nagib, coordenador do EscolaSem Partido.org pediu-me para ajudá-lo na divulgação desse seu artigo, cujo título original é: "Por Uma Escola Sem Partido". Apesar de não conhecê-lo pessoalmente, faço-o com enorme prazer e por várias razões:
A primeira, em reconhecimento ao excelente trabalho dessa organização que e a despeito da apatia e da preguiça de um grande número de pais, e da irresponsabilidade dos dirigentes de uma parcela consideravel de instituições de ensino, põe, corajosamente, o "dedo na ferida" numa área de vital importância para qualquer Nação que queira ser civilizada.
A segunda, porque é necessário, mesmo em minoria, esclarecer e alertar esses mesmos pais indiferentes, do mal que esses pseudo-professores (e essas irresponsáveis instituições) estão fazendo com os seus filhos ao deturparem a verdade dos fatos e por não cumprirem a obrigação primeira de ensinar objetivamente.
A terceira, (mas não necessáriamente a última) porque apesar deste problema vir de longa data, nunca esteve tão crítico dado o absurdo baixo nível que chegou a estrutura educacional brasileira.