quarta-feira, maio 17, 2006

Quero respeito, senhor Presidente!









Mensaleiros em quadrilhas oficiais nos secam a crença na boa fé humana, ultrapassando todos os limites da decência. Nossa liberdade e, nossas vidas estão em constante risco. Nossas Instituições estão em frangalhos.
Nos desnudam, diariamente, da soberania como cidadãos!
Ficamos nus, e sem o menor pudor, riem dos nossos pudores.
Precisamos rasgar a Constituição, queimá-la. Afinal ela parece ser apenas uma peça achincalhada, simples registro para os anais da imoralidade brasileira. Começando pelo extremo despudor com que ela é desrespeitada justamente pelos que têm a obrigação primeira em resguardá-la.
Comecemos por eliminar o Art 1º, onde está escrito que nosso Estado Democrático de Direito tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e ao pluralismo político.
O Art. 5º é apenas, como tantos outros, pura ficção, pois há muito não podemos ir e vir livremente. Os grandes centros estão dominados pelos marginais, oficiais ou não.
A nossa Constituição é uma falácia, um simples sofisma para os políticos. Se vivêssemos um Estado de Direito, nenhum indivíduo, presidente ou cidadão comum, estaria acima da Lei. Isonomia? Isso é ridículo! A Lei é para os inimigos! Os amigos estão dispensados dela, orientados e defendidos por advogados de porta de cadeia, travestidos de ministros nos mais altos poderes da República. Leis? Existem sim, mas apenas como decoração. Aliás, como quase tudo na esfera oficial. Seguem a Lei apenas aqueles que ainda se imaginam cidadãos, que ainda nutrem a ilusão de viver em uma nação civilizada e que insistem em acreditar que a sua dignidade como pessoa humana é respeitada pelo Estado.

Este, senhores, é o país dos réus! Não é à toa que criminosos internacionais aqui se abrigam! É o país onde transformaram a chicana em sinônimo de direito à defesa...Tornou-se o país onde “direitos humanos” significa apenas e exclusivamente a proteção a marginais e esquerdistas...
Ter a soberania como fundamento do Estado significa que dentro do nosso território não se admitirá força outra que não a dos poderes juridicamente constituídos. Aqui temos o MST, um bando de desocupados, iludidos por uma pequena corja de marxistas quadrilheiros, sustentados com o dinheiro público!
Uma Nação meio soberana ou de soberania relativa, não é uma Nação.
Qual é esse pluralismo político que se refere a Constituição? Vivemos em um país onde os partidos políticos são comercializados por homens rasteiros que se vendem, e por imorais que os compram!
Servidores públicos? Esta é outra piada de mau gosto. Os brasileiros estão há muito tempo escravisados por uma "entourage" arrogante que os mantem em filas intermináveis de serviços públicos cada vêz mais degradantes.
O que somos? Um amontoado de pessoas que se une apenas em copas mundiais de futebol? Se formos isso, então não somos nada!
E o que devemos fazer? Esperar a hora que o limite da nossa resistência nos impulsione a partir desta maravilhosa terra, mas que tem como pai – Estado o pior dos padrastos? Que além de sugar os seus filhos - cidadãos, os tornam indignos, ultrajados, sujos pela ascendência?
Quero respeito. Quero a chance de ver prosperar meu trabalho. E não ver que, com o meu suor, florescem bandos de quadrilhas oficiais em qualquer recanto da Nação. Quero a oportunidade de criar meus filhos e conhecer meus netos. Quero poder sair do meu país sem ter vontade de ficar por lá.
Quero sentir orgulho da minha pátria! Mas orgulho da alma para dentro e não da boca para fora! E não vergonha, por ser ela uma nação sem caráter.
Quero respeito, senhor Presidente!
Não quero mais viver em uma nação meia-boca, que faz do seu povo cidadãos meia-boca, um país que envergonha e puni os de bem, protege e enaltece os canalhas, os criminosos de qualquer espécie...
Permanecer aqui está se tornando muito mais que um ato de coragem, está se tornando falta de amor próprio a ponto de se submeter à degradante condição de refém dos fragmentos desta república sem-lei, sem moral e sem Justiça!

O artigo original é de Adriana Vandoni, publicado pelo blog de Diego Casagrande. Foi editado, signitivamente, por Freeman. Poderia ser uma carta dos brasileiros indignados para os presidentes da República; do Congresso e do STF.
A capa do NYT Magazine: Lula herói? demonstra que até os esquerdistas do New York Times não nos levam a sério.

segunda-feira, maio 01, 2006

Nossos Políticos, nossas Instituições...

Muito bem! Por mais que o coração queira prevalecer, temos que voltar à realidade.
E, não sei bem por quê, esta foto me lembra os nossos políticos e as nossas instituições (com raríssimas exceções, é claro).
Reparem: não só pela simpática figura, em primeiro plano; mas também e principalmente pela sugestão do cenário. Estático; árido; triste!
Estático, de um imobilismo atroz em relação à ações para o real desemvolvimento e progresso do país; árido de idéias, no aprimoramento das instituições democráticas e triste, pelo escárnio oficial em relação a ética e pela absoluta falta de justiça reinantes...
Querem mais realidade? Leiam isto e mais isso...

A foto, emprestei faz muito tempo, creio eu, do ótimo site da Rosário: Impressões e Intimidades.

domingo, abril 23, 2006

Onde está você?


Onde estão esses lábios, que primeiro, só de relance sob a chuva, vi chegar...
Onde estão aqueles lábios que, com palavras amorosas, conquistaram-me, sem pensar.
Onde estão os teus beijos ardentes, que como um sopro, uma brisa de verão arrebataram-me de águas fundas, bem distantes, de um outro qualquer lugar.
Onde achar esses lábios novamente, que com ternura desprendida atraia-me num convite regular, como as ondas que se espalham no rochedo, todos os dias, no mesmo lugar...
Muitos anos se passaram e às vezes penso com uma nostalgia quase fugaz, pois um cotidiano transformado em palavras duras, tomaram o seu lugar
Os frutos? Sim ficaram. Não há no mundo mais beleza, mais alegria e mais amor que alguém possa desejar!
Mas continuo a procurar,
Onde está você, verdadeira, dos lábios de mel, que conheci naquela estrada indo para o mar...

PS: Este post é em homenagem ao blog romântico da Saramar; à todas as mulheres românticas e sonhadoras do mundo; e aos poetas e poetizas que fazem, sempre, um bem enorme à nossa alma.

domingo, abril 09, 2006

Divagações de Domingo...





Deveríamos valorizar mais a vida. "Viver" mais a vida! E pensarmos menos sobre ela!
A vida é atividade, ação, realização. Cada uma com sua dose de emoção. E claro, pensamos para agir... Mas, no sentido que falo, passamos grande parte do tempo absorvidos em pensamentos e preocupações. Em reflexões, via de regra, sobre o cotidiano; o que nos cerca; a nossa existência.
A vida é aquilo que passa fugaz entre pensamentos e atitudes e parece resistir a qualquer tentativa de avaliação simultânea. Não se pode controlar; apenas se pode viver. E o viver e o pensar, neste sentido, não se entendem bem, porque pensar é como se quiséssemos reeditar o viver, a cena de um filme que jamais será a mesma...

sábado, abril 01, 2006

2006 - De volta ao Passado

Caros Leitores:
Vejam se há algo familiar neste texto.
Será que os políticos brasileiros são incapazes de mudar o seu comportamento? Será que teremos algum futuro político decente? Será esta a nossa sina?


"31 de Março de 1964"

Creio não ser apenas eu a sentir profunda amargura e decepção com o panorama político da Nação.
Há 20 anos, com o movimento de 31 de março, acalentávamos a esperança de que, finalmente, o “País do futuro”, “o gigante deitado em berço esplêndido”, despertaria.
A expectativa geral que uma nova era diametralmente oposta à demagogia populista, à barganha eleitoreira, ao empreguismo, à ineficiência e à corrupção, estava começando.
Esperava-se, em primeiro lugar, que fosse dada ênfase à identidade de um Sistema de Governo representativo, baseado, sem sofismas, na liberdade individual, no ideal do Estado de Direito, e na doutrina da separação (efetiva) de Poderes. Esperava-se que após breve período, pautado sobretudo pelo exemplo, o processo democrático de escolha e rotatividade no poder fosse restabelecido. E ainda fosse estimulada, pela postura do novo ambiente político, a criação de novas lideranças, que nada tivessem a ver com o passado corrompido e viciado. Tinha-se como certo que o novo governo se pautaria, no mínimo, pela seriedade política e pela lisura, no trato da coisa pública. Parecia ter chegado o tempo de responder a "afronta" do velho general francês: "Ce n’est pás un Pais serieux."
Doce ilusão de um jovem apaixonado pelo seu país! Porque nada disso foi feito!
Todos da minha geração, todos os cidadãos conscientes que criaram o espírito e fizeram florescer o movimento de 64, justamente para dar um basta ao statu quo, da época, estão frustrados. Uma geração inteira acabou sendo alienada sob um falso moralismo. Foi marginalizada da crítica e da participação.
Hoje as semelhanças se confundem pelos que querem perpetuar-se no poder. Só eles, acastelados e guarnecidos por um infinito arsenal de medidas de exceção criadas justamente pelo domínio espúrio do Executivo sobre o Legislativo e sobre o Judiciário, só eles não se aperceberam que massacravam o espírito de 64 e estão completamente divorciados na Nação.
A verdade é que a revolução foi usurpada. Tutelada sob falsos pretextos, degenerou-se, corrompeu-se, faliu como ideal. Faliu também como processo, pois precisou mudar, a cada vez, as regras do jogo político, para parecer vitoriosa. E além do fracasso político, temos o econômico. Crescimento? Sim, houve. Mas à custa de que e de quem? Endividaram este país em cem bilhões de dólares! Ao invés da austeridade e racionalidade preconizadas, seguiu-se a megalomania desenfreada! O Estado avançou em tudo e em todos! Baseado num crescente e escorchante sistema de tributação, que, no final das contas, sobrecai no cidadão produtivo e na livre empresa, criaram uma enorme máquina estatal que, sistematicamente, precisa cobrir rombos das suas grandiosidades inoperantes e dos seus mamutes ineficientes.
Nenhum governo decente sobre a face da Terra, em tempo algum, dispôs de tantos instrumentos de intervenção na economia. E entre a ineficiência e o desperdício floresceu, neste país, uma entourage arrogante, singular, que além da incompetência (O Brasil é uma ilha de prosperidade), primou-se por fazer prosperar as mordomias, a especulação e os escândalos. Como se não bastasse, manipulou dados das contas nacionais e sonegou informações de interesse público. Tudo isso, impunemente, como se estivessem numa monarquia absolutista, ou na ditadura de Moscou.
Será que os governos, pós-Castelo Branco, perderam o apoio da Nação porque as medidas impopulares precisaram ser tomadas?
Não senhores!
Perderam pela insensibilidade, por incompetência, e pela cumplicidade com a impunidade! E não por ironia do destino, mas como conseqüência lógica dessa insensibilidade, estão aí, de volta, inúmeros nomes comprometidos com o passado a gritar palavras de ordem de cunho democrático e de probidade, como se tivessem autoridade moral para isso.
Como bem disse um verdadeiro patriota: José Celso de Macedo Soares Guimarães que, por ousar manifestar a verdade, foi acusado de conspirar contra a segurança nacional.
"Não foi para isso que fizemos a revolução. Muito pelo contrário, foi para sobrepor a lisura pública à corrupção. Foi para permitir a crítica livre e responsável, foi para implantar a eficiência e afastar a incompetência... Foi para criar o progresso dentro da ordem, mas sem sacrificar as liberdades... Foi para restaurar a verdadeira democracia, pois só o exercício continuado de soberania popular aperfeiçoa o comportamento político dos cidadãos..."
Por tudo isso, meus amigos, é que passados 20 anos, aquele orgulhoso 31 de março transformou-se num pesadelo, num gosto amargo, naquela sensação vazia do engodo, de que fomos passados para trás, talvez, na verdade, por um 1º de abril.

Este artigo foi publicado originalmente em 1984.
A pintura é uma outra obra maravilhosa de Velasquez.

sexta-feira, março 17, 2006

A Ética Coletivista.

Os caminhos do Estado Assistencial são muitos: sempre confusos, entrelaçados, difusos, promíscuos. Nunca diretos com a verdade e coerentes com a responsabilidade individual!
A essência da ética coletivista é uma só: nada de responsabilidade individual!
É sempre culpa da sociedade, de algum "sistema perverso", da política "neoliberal" de preferência, etc..
E assim vamos, num verdadeiro oceano de irresponsabilidades instituidas pelos dirigentes desse Estado Parasita e estimulador do crime e da impunidade. Um grande exemplo para a sociedade e para as gerações futuras.

PS: Viajo ao "Velho Mundo" para recarregar as baterias e ver se consigo um saco de filó, pois está dificil aguentar esta república de bandidos...
Saudações a todos que persistem neste combate sem trégua...

quarta-feira, março 08, 2006

O Grande Engodo!


“O Estado Assistencial é grande ficção onde todos procuram viver à custa dos demais”.

A frase foi expressa por Claude Frederic Bastiat, com incrível clarividência. Este economista político francês antecipou em um século a triste realidade atual: o engodo monstruoso, essa falácia das sociedades modernas que é o Estado Onipresente e a sua versão econômica, o Estado Assistencial.
Em nosso País, por causa da formação histórica, pelo baixo nível educacional, e a predominância do populismo como ferramenta política, os dirigentes do Estado, encontram pouca resistência à ampliação de seus poderes e privilégios. Desde 1930 vêm avançando sobre os cidadãos. E nos últimos 30 anos, a interferência estatal na vida da Sociedade atingiu níveis jamais imaginados por qualquer Nação considerada Livre.

Raras têm sido as vozes de protesto. A sociedade como um todo ainda não se apercebeu de que, como um gigantesco rodamoinho, à máquina estatal vem tragando parcelas crescentes da renda gerada pelos indivíduos e pelas empresas e expandindo sua influência e controle em número crescente de atividades totalmente diversas das suas verdadeiras atribuições.
As funções básicas do Estado continuam sistematicamente relegadas a segundo plano e, apesar de toda retórica, prevalecem as atitudes escusas do caciquismo, da barganha política a da ampliação do poder.
O controle do Estado pela Sociedade conta com obstáculos impressionantes. Mesmo as Instituições encarregadas de fazê-lo: os Tribunais de Contas e o Poder Judiciário têm sido, via de regra, totalmente submissas ao Executivo! Além desses, o Legislativo, que deveria representar a Sociedade, a ânsia dos seus membros pela barganha política, manipula, em nome de um falso “interesse coletivo”, uma infinidade de pseudoleis ampliando a interferência na liberdade dos cidadãos. E tudo sob a áurea despersonalizada, teoricamente neutra e justa dessa entidade abstrata chamada Estado!

“Não há almoço grátis”, ou NEAG, P, acrônimo, em português, criado pelo Nemerson Lavoura, do ótimo blog “Resistência”, citando a famosa frase de Milton Friedman.
Não há MESMO! Só bobalhões e analfabetos acreditam ainda nos chavões mentirosos e desgastados da esquerda jurássica.
Pagamos por TUDO! E pagamos mais caro, por causa da enorme ineficiência e corrupção reinantes no Estado brasileiro! Ao invés da Sociedade se beneficiar pelo seu esforço e trabalho, beneficiam-se os políticos parasitas e seus amigos apaniguados.

Repito aqui o que já escrevi outras vezes, citando o professor Hazllit, que já dizia isso nos anos 60: políticos e burocratas desvirtuam até a terminologia econômica para influenciar e convencer a sociedade a aumentar o poder do Estado, isto é, deles! Insistiram eles que os bens e serviços fornecidos pelo governo constituem o “setor público” da economia. E que os bens e serviços fornecidos por indivíduos ou empresas privadas constituem o “setor privado” da economia. Ora, isso na verdade é um grande triunfo semântico, visto que a palavra “privado” tem a conotação de pessoal, particular, exclusivista; ao passo que “público” sugere: compartilhado, coletivo, democrático. Na verdade o que se chama aqui de “privado” é o setor voluntário da economia, ao passo que “público” é de fato o setor coercitivo (pois foi criado por meio da renda tirada da sociedade na forma de impostos) e como o segundo vive e cresce em função do primeiro chegamos à essência do Estado Assistencial.

Todos, individualmente, sentimos que o Estado na atual abrangência de funções (quase todas auto-outorgadas) é contra a natureza humana, é prejudicial à essência da civilidade que é a liberdade individual! E apesar de sermos aptos a defender nossos interesses pessoais, e a reconhecer a necessidade de liberdade, portamo-nos passivamente ante a necessidade de salvaguardar o interesse coletivo que é a preservação da liberdade individual.
O desvirtuamento das atividades do Estado ao longo dos anos e, as suas interferências na vida dos cidadãos foram fortemente ajudadas por essa indiferença! Parece incrível que tão pequeno número de pessoas se dê conta do destino do homem, como ser livre, no grande cenário da Humanidade.
E, na prática, se mudanças substanciais não forem feitas no sentido de reconduzir o Estado a um tamanho apropriado às suas funções constitucionais, chegaremos fatalmente ao dia em que, além de perder a maior parte de nossa renda, o que não for proibido aos cidadãos, será compulsório.

Este artigo foi publicado originalmente em Julho de 1985. Está resumido.
A foto é outro surrealista (como nossos governos) de Jacek Yerka.

sexta-feira, março 03, 2006

O carnaval já acabou. Mas, essa música não me sai da cabeça...


Melô do mensalão
(deve ser cantado na batida do rap - ritmo e palavrão - como fazem os bandidos dos morros cariocas. Uma questão de coerência...

Refrão: Já disse com muito veneno Zulaiê Cobra numa piada de salão: Na República dos Bandidos, O chefe é o "Bandidão" (bis).

Lula, alienado como um mongol,
Repete que não sabe de nada não.
Que tudo é tramóia das elites,
Que querem pisá-lo no chão.
Apesar das 80.000 notas frias de Valério,
Lula diz que não existe mensalão.
A gente manda o homem pro Pinel! Ou para uma cela do cadeião?
Refrão...

Muito antes da roubalheira atual,
Já tinha malandro de montão.
A CPI do Banestado foi enterrada,
Por mais de um Mentor de plantão.
Atendendo a petistas e tucanos,
As investigações foram pro lixão.
Isso prova que Lula e FHC
São gêmeos siameses, mermão!
Refrão...

A máfia não gosta só de dólares
Pra forrar o largo cuecão.
Tem contas em paraísos fiscais,
Pra enfrentar qualquer furacão.
Enquanto prega o desarmamento,
Põe na cintura um tresoitão.
De Toninho do PT a Celso Daniel
Já foram nove pro caixão.
Refrão...

Não é só de dinheiro
Que vive a Bancada do Mensalão.
Alugaram uma casa em Brasília
Pra dar asas à imaginação.
Contrataram as meninas de Mary Corner
Pra baixar o tesão.
O professor estava certo
Ao bater no Zé com o bengalão.
Refrão...

O comunista Aldo "Dia do Saci" Rebelo,
Foi eleito pela Frente do Mensalão.
Ateu, o substituto de Severino
Falou a frase mais engraçada da estação:
Pediu para que o coronel Nhô Cêncio
Não brigasse, "pelo amor de Deus!", no verde salão.
Arthur Virgílio e o "grampinho" ACM Neto
Prometeram dar uma surra no Lula, na mão.
Refrão...

Roberto Jefferson estava certo
Ao apontar o dedo na cara do Frestão:
"Sai rapidinho daí, Zé, senãoVocê leva o presidente de roldão".
Abi Ackel não viu nada de anormal
Dentro da CPI do Mensalão.
A única coisa que ele enxerga
É pedra preciosa na mão...
Refrão...

Agora vamos sambar: Quibão, esquidun, quibão, esquidun, quibão, esquidun...

Copyleft by F. Maier:
De acordo com a Resolução Final do Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre em 2001, nada de copyright (right,essa coisa nojenta da direita!): todos estão autorizados a copiar este texto (copyleft), desde que citada a fonte.

Foto: A parte boa do carnaval brasileiro. (postado por Gotinha)




quarta-feira, fevereiro 22, 2006

O Ogro brasileiro...


O ogro brasileiro é esse gigantesco Estado parasita que escorcha os que produzem, engana com migalhas os que dele dependem e sabota a todos descumprindo o seu papel.
Apenas beneficia os inquilinos do Poder e, com escárnio, menospreza a inteligencia dos cidadãos.
Infelizmente, pelas razões expostas abaixo (A verdade nua e crua) encontra pouca resistência neste país lúdico e sofredor. Mesmo daqueles que deveriam se mexer por puro instinto de sobrevivência.
Quem sabe daqui a uns 200 anos aprenderemos um pouco mais sobre as vantagens da verdadeira Liberdade...

a pintura surrealista é de Jacek Yerka.

sábado, fevereiro 11, 2006

E Deus criou a Mulher...




Conta uma lenda que, quando Deus decidiu criar a mulher viu que havia usado todos os materiais sólidos no homem, não tendo mais do que dispor...
Após meditar, ELE pegou:
a forma arredondada da Lua,
as suaves curvas das ondas,
a terna aderência das bromélias,
os trêmulos movimentos das folhas,
a nuance delicada das flôres,
o amoroso olhar do cervo,
a alegria do raio do sol e
as gotas dos choros das nuvens.
Misturou isso com a inconstância do vento,
a fidelidade do cão,
a vaidade do pavão,
a suavidade da pena do cisne,
a dureza do diamante,
a doçura do mel,
o ardor do fogo,
a frieza da neve e,
fez a Mulher...


texto espanhol de servintegral, editado por Freeman
foto: J.Blackwwod